Eu vejo muita gente apontando preconceito. dizendo isso é racista, aquilo é machista – sem se dar ao trabalho de explicar por que. Mas o que afinal é machista? Esse tipo de reflexão é crucial sempre onde se faz essa acusação, porque o preconceito está imbricado, implícito, nos fundamentos mesmos da linguagem, da nossa inteligibilidade, do nosso esquema de ver o mundo. Como o mero apontar pode ser proveitoso e eficiente como enfrentamento? Se sabemos conscientemente que sexismo é ruim e deve ser banido, podemos justificar a condenação de atos machistas e explicar como eles são identificados. Essa explicação é importante porque é, ela mesma, a justificativa e o enfrentamento.

Quando dizemos que tal coisa é preconceituosa, se espera de nós que saibamos o que é o preconceito, porque ele é nocivo, como ele trabalha restringindo vidas – e que sejamos capazes de indicar como exatamente aquilo que dizemos ser preconceituoso coincide com ele.

Eu e aline escrevemos muito sobre o lingerieday – direta ou indiretamente. Entre posts e centenas de comentários aqui e e outros tantos emails, respondemos a todos e procuramos esclarecer tudo quanto nos fosse possível nesse período. Insistimos, porque não foi pouca coisa; era importante mostrar que nossa bifeficação não se deu automaticamente com a participação no lingerie day, que afirmar que ele era objetificador nos posiciona como objetos, e que dizer isso sobre nós, do modo como foi feito, foi agressivo e injusto; o surpreendente desse episódio, que não foi pouca coisa, é que o machismo que nos fez mal veio dos feministas. e fez bem mal. depois de tudo, só quem não tem sensibildade e inteligência alguma ainda não percebeu como se deu essa violência, e sua devida participação nela, caso tenha havido. O nível da pouca discussão que teve se mostrou na sua maior parte tão pobre, tão idiota, que o resultado foi que perdi o tesão de blogar. Não contávamos com tanta estupidez, e me surpreendo até hoje. Eu mesma fui chamada de burra em todas as suas variáveis; acho emblemático o comentário ao qual a cynthia semiramis deu aval, segundo o qual eu prefiro ter uma filha igual às feministas que condenam o lingerieday do que como a retardada que pensa com a bunda e escreve com palavras difíceis, que publicou fotos do corpo em troca de sabe-se lá o que. Ah, o corpo. o corpo das mulheres. aquilo que se mostra quando não se tem nada na cabeça, que serve de barganha. que serve. sobre isso, eu escrevi bastante – já tinha escrito o suficiente antes mesmo do lingerieday. o moralismo, o machismo, a arrogância desse comentário, pautaram amplamente a postura geral dos contrários ao lingerieday.

aí aconteceu o caso da “puta da uniban”. a ela, toda a minha solidariedade; não tenho como deixar de ver o paralelo entre a reação tacanha ao meu lacinho no avatar e ao vestido rosa-choque dela na faculdade. A aline ponderou que o ocorrido ter sido em uma universidade, e das chinfrins, é perfeitamente compreensível: um ambiente de estudos, onde se vai exercitar o cérebro, e ela ousa valorizar o corpo, bunda e coxas! não sabe que uma mulher tem que se preservar?

a intenção desse post não é que eu me repita; é pra pontuar que, como sempre foi, o machista reduz a existência das mulheres sempre apenas em função dos homens, (des)valoriza e pauta cada ato vindo de uma mulher em função dos desejos e atos masculinos, sempre masculinos, os únicos de fato legítimos, independentes, de existência própria, porque só ao homem a autonomia está dada. o machista não consegue ver na mulher alguém plenamente capaz, senhora de si; ela é sempre um ser condicionado, atrelado ao homem. é seu desejo, sua fala, que situa, emoldura, constrange, determina a mulher. tudo o q ela fizer vai ser lido em função não dela mesma, mas dele, deles, do homem e de cada homem. então, se você analisa uma mulher que aparece de vestidinho na faculdade ou que bota uma foto da calcinha no avatar do tuíter, tudo depende do contexto: se um homem falou que era pra usar vestido/ fotografar a calcinha, ela é pau-mandado, uma “menina-objeto”, voluntariamente escrava, que apenas entregou aquilo que lhe foi solicitado, cedeu; se não, se já procuramos bem e não encontramos nenhuma fala masculina (que prevalece sempre sobre a dela, que fala mais alto, porque o homem, ele sim, é sujeito e produz conteúdo), então, só então, podemos concluir que houve iniciativa dela, livre dos mandos dos machos, e ela é, portanto, uma transgressora que “ameaça” a ordem patriarcal. Pros burros e machistas (ambos se confundem, já que se houve algum consenso é que é preciso algum refinamento pra deixar de ser machista), é a presença ou ausência de uma ordem específica masculina que salva ou condena a mulher, que a faz uma rebelde transgressora ou um “objeto” escravizado. Como se esse “patriarcado” fosse algo do qual a mulher pudesse ou participar, ao atender ao seu “chamado”, ou insurgir-se contra, negando atendê-lo, insubordinando-se – simples como quem se recusa a realizar um pedido. como se estivéssemos dentro ou fora dele, escravas ou livres.

isso tudo é lugar-comum; não há nenhuma possibilidade de eu explicar o que aconteceu senão como uma prática do machismo mais arraigado. e aí as pessoas se posicionam como quem tem um olhar privilegiado, especial, capaz de enxergar uma realidade constante, opressora, mas que só uns poucos iluminados alcançam. pra quê explicar o preconceito que se aponta, quando ele é um fato que ou se vê ou ao qual se sucumbe? quanto se aponta o preconceito, o interlocutor presumido é aquele que também levanta a cabeça acima da manada e enxerga a Verdade, ou que ao menos promete fazê-lo, e acerca dessa verdade só podemos nos lamentar; o mundo é deprimente para os espertos que o enxergam como ele realmente é. É assim que essas pessoas, que não saem da denúncia e do lamento, tocam no problema, mas sem nunca lidar com ele; se o que se quer é angariar solidariedade no lamento e reclamar junto, se o que se quer é aumentar a quantidade de dedos apontados e indignados, então o desabafo e o discurso raivoso, por vezes ressentido, é uma boa pedida. olha que machismo, ai o mundo é podre, vou vomitar, quero morrer, quero matar. mas isso não enfrenta o problema, não deixa ninguém com uma vida melhor de ser vivida. Se o objetivo é entender o funcionamento e os esquemas do preconceito, a fim de saber identificar e lidar com suas manifestações, isso é obsoleto e inócuo.

É possível destacar do mundo os “homens-que-querem-ver-as-calcinhas-das-mulheres”; neste grupo estariam, ao mesmo tempo, os entusiastas do lingerieday e os estudantes que estendiam seus braços com o celular ligado por entre as pernas da moça que tinha ido de vestido pra uniban, tentando bater uma foto à força da sua boceta. Contrastando com ele, podemos destacar um grupo mais evoluído e avançado de verdadeiros lordes ingleses, que valorizam as mulheres por suas outras capacidades, mais nobres do que o fato medíocre, comezinho, desprezível, de ter um bom recheio pras calcinhas. Esses talvez gostariam da moça da uniban, por sua rebeldia legítima, mas não da moça do lingerieday, por sua ingenuidade, burrice e subserviência – talvez chamando-a de vadia, em nome do feminismo, contra o Patriarcado. O que conta, em todo o caso, é como ela se porta em relação às ordens e aos desejos. masculinos, sempre, que é dos homens que eles vem.

Já eu, gosto bastante dos homens que valorizam o recheio das minhas calcinhas, e não vejo neles semelhança alguma com os – esses, sim – retardados da uniban.  eu própria, confesso, admiro demais uma calcinha bem recheada. Ainda me pergunto qual a lógica que embasa o raciocínio de alguém que usa “punheteiro” como xingo: masturbar-se seria algo incomum, indesejado, vergonhoso? o fato é que aos “punheteiros” do lingerieday, que sempre foram tão gentis comigo, nesse “machismo” que eu gozei sem sofrer – é a obediência! -, só tenho a agradecer – em especial àquele que, de fato, me mostrou que sabe masturbar como poucos.

mas advirto aos incautos: quando você vir alguém apontando preconceito como se fosse um fato a ser constatado, contando com universalidade e unanimidade que isentariam qualquer demonstração, desconfie. De resto, te vejo no tumblr que aqui no wordpress acho que a conta fechou. mas só se você for um(a) punheteiro(a), senão, nem perca seu tempo.



26 Responses to “satisfações aos amigos.”  

  1. 1 aline

    oi, lu :)

    com o fim do seu blog, pra mim encerra-se de vez um ciclo. eu fico triste, pq sou meio saudosista, mas entendo completamente.

    como a gente conversa todos os dias, sobre praticamente as coisas todas, e como entre nós a relação não é de blogueira e leitora, mas entre duas amigas, sei que meu comentário é mais pra quem vem aqui ler seu post do que pra vc. pra vc, eu só posso dizer que te amo e admiro profundamente. no mais, parte dessas pessoas vem aqui sem gostar, sem concordar ou sem entender, vem porque lhes agrada a fofoca, a espetada, a dissolução.

    o flanco que o lingerieday abriu na minha relação com a blogosfera, eu acho q não se fecha. perdi completamente o gosto em escrever e em ser lida, pior, perdi um pouco da fé nas pessoas porque percebi, talvez tardiamente, que o que estava em jogo no lingerieday nunca foi o grande e urgente debate sobre o feminismo e seus novos rumos no século XXI – para o qual eu me sentia despreparada até (porque afinal, não tenho leitura específica o bastante mesmo, diferente de vc. e não vejo sex and the city nem tenho orkut, então, veja só, são poucas as fontes de iluminação). a motivação das maiores críticas, de quase todas mesmo, foi mais uma questão de ego, de orgulho ferido e moralismo cutucado. de resto, foi só deixar a massa engrossar o coro, já que opinião é algo que se pega pronto no blog preferido. o debate mesmo, a argumentação, a contra-argumentação, isso praticamente não existiu. não considero o punhado de posts em blogs grandes, tampouco os vários posts em blogs inexpressivos e papagaiosos, como debate. uma, porque eles visavam esclarecer e encerrar a questão, ou melhor, o *fato* do machismo no lingerieday. outra, não considero debate porque eram posts pobres, em muitos sentidos. e eu corroboro com sua fala quando diz que essas pessoas são burras – coisa que a gente, por educação, aprende a não dizer. mas urge dizer mesmo, que se a inteligência não abençoa a todos igualmente, o rigor de pensamento é algo que não vem de berço, antes, é exercitado, cultivado, e felizmente, é imprescindível na universidade da qual sou aluna, com bastante orgulho. que não é a uniban, vamos deixar claro :) talvez isso tenha facilitado minha vida e enriquecido minhas conversas, e tenha me feito ser menos prepotente e mais lúcida em relação aos meus próprios preconceitos.

    eu associo muitas dessas pessoas – incluindo as que mais fizeram coro contra nossa adesão ao ld – com a claque que gritou “puta” na uniban. claro que elas não se veem assim, elas zelam por uma imagem de visionárias, de lideranças do pensamento feminista de blogosfera, de capacidade cognitiva, argumentativa e sensível. sei, sei. o divertido, agora, é ver nesses blogs reproduções e adaptações mal feitas de argumentos que então nós aprensentamos na época do lingerieday. isso não me serve pra nada, a não ser como confirmação mesmo da consistência intelectual e do caráter desses cerumanos e, confesso, é divertido. nessa nova fase do feminismo da blogosfera, uma mulher que expõe o corpo não tem nada de ofensivo nem ultrajante ou problemático – já não é uma passivona do patriarcado nem um doente terminal em negação. quem outrora disse q se expor é fazer direitinho o que o sistema manda, agora faz post reclamando da exigência que a mulher sofre pra ser respeitável e não se expor. quero dizer. se dá certo acochambrar tanta coisa diferente pra manter o público frenquente e satisfeito (leitor atento é outro nível), por que não? o problema é que vc, fechando o blog, vai secar uma fonte de inspiração de posts. :D (aguardemos então o retorno da ladainha “quero morrer, vou vomitar, que mundo podre, olha esse comercial de arroz, meu marido não limpa a casa, meu irmão não lava a roupa”)

    pra mim deixou de valer a pena, manter blog e manter interlocuções nos blogs. então eu entendo mesmo vc fechar o é bom pra quem gosta. e adoro saber q o tumblr fica, ainda mais o seu, cheio dessa coisa demoníaca e objetificadora que é a p-o-r-n-o-g-r-a-f-i-a , incitando essa coisa nojenta e impura e patriarcal que é a m-a-s-t-u-r-b-a-ç-ã-o. aliás, paulo pediu pra te dizer q ele baixou os videos todos q vc sugeriu, adorou e talz. e a objetificação aqui tá delícia ;)

    brincadeiras à parte. foi por causa do seu blog que eu te reencontrei. uma das histórias mais legais que eu tenho, *a nível de* coincidência. e através dele que nossa relação se estreitou tbm. se tem algo de bom que a blogosfera me trouxe, não foi nada relacionado ao despertar e à conscientização necessários à mulher engajada, até pq eu recorro mais a livros que a blogs pra ter ideias (sou antiquada). o melhor foi sua amizade mesmo. tão rica e cara pra mim. e sei q o fim do seu blog (como o fim do meu) não significa em absoluto o fim da nossa conversa e convívio, então estou completamente tranquila. de que o melhor não se perde.

    um abraço imenso, e tantos beijos
    li

  2. a melhor coisa que eu tirei da cretinice toda que rondou o #lingerieday foram as visões de vocês – tu e a Aline – sobre esse “machismo” todo. já disse, acho, mas repito: é como eu penso e não tinha condições de elaborar. aprendi muito.

    pena que teu blog acabou. se um dia quiseres voltar a escrever, os verbeatblogs estão à tua disposição.

    o/

  3. Uma pena fechar o blog, porque você é foda. Mas, dane-se. Blog é coisa bocó. Os meus, ao menos, são para uso recreativo. Sua intelectualiade não é paritária àqueles que pretendem dialogar contigo. Não há uma conversa, isso verdadeiramente não existe. Seria até cruel suportar algo assim.

    Quanto ao mais, em sua carreira e por seu talento, a ACADEMIA é coisa séria. Faz bem em dedicar-se aos estudos. Sem saudosismo por aqui. Você está certíssima em apostar nisso. Nada como ser uma intelectual de verdade, sem padrinhos e quejandos.

    Beijo, bife lubôua. Continue atendendo ao chamado patriarcal :D

  4. 4 Rafael

    NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOO! >.<'

    =(

    Vou sentir falta do blog. O Tumblr até que é bem legal, mas não é a mesma coisa.

    Beijo e boa sorte. Sucesso e seja feliz moça. Você merece =)

  5. Uma pena mesmo fechar o blog. Vc manda muito bem. Só não digo como o Gravatai que academia é sério pq, cruzes, vida acadêmica consegue ser ainda mais ridícula do blog. Melhor levar suruba a sério do que blog ou vida acadêmica. E, mesmo na suruba, faz bem não se levar a sério também. Pode ficar tranquila que pelo menos esse homem aqui não só adora os seus textos e a sua perspectiva como também te acha muito muito gostosa e tem tesão em você. ;) beijos nos pés, Alex

  6. 6 rnt

    e continuo acompanhando vc no tumblr então. :*

  7. É uma pena Lu. Você escreve bem e sem rodeios. Mas, bola pra frente, sem duplo sentido… :-)

  8. 8 Andréia Freire

    Poxa, vou sentir falta dos seus posts. ;\

    Muitas vezes nem comento, mas adoro a sua visão não-maniqueísta do machismo, que é muito mais lúcida do que ficar presa a algo ultrapassado.

    Não gosto quando vejo tom maniqueísta ou lamentoso em blogs feministas, faz o texto perder o foco.

    ;*

  9. 9 érica angélica

    então. eu nunca escrevi aqui porque na verdade não comento em blog nenhum mesmo, tenho misto de preguiça e pensamento de que tudo o que eu poderia falar já foi dito. mas sendo o último eu senti uma necessidade de falar. necessidade mesmo. na verdade eu não sei nem direito o que, então se não fizer sentido não liga muito. ;)

    eu queria agradecer. pelo seu blog, pelos seus posts, etc. porque você faz uma grande diferença, na blogosfera feminista. pelo menos pra mim. tem muitos blogs por ai que fazem algo que a naomi wolf chama de “feminismo da vítima” (e ai hoje ela pode até tá meio crazy, e independente de todas as críticas a ela – de só falar com uma mulher da classe media branca, de condenar a pornografia hj em dia, etc – essa conceituação de feminismo do poder x feminismo da vitima eu acho deveras interessante). e nossa, como isso me irrita. sabe, falar do caso da uniban, defender a menina a unhas e dentes mas resumir tudo a: homens não prestam. nós somos vítimas, eles são os agressores, o mundo é assim, que ódio do mundo. e você e a aline pegam la na outra questão sabe. do lingerie day. e como não interessa se os caras (e mulheres, porque sempre falam de uma maneira heteronormativa que me irrita mt, afinal, eu tb curto ver as minas peladas. então eu sou machista? entao eu só objetifico as mulheres? e por que eu não posso fazer isso? eu tenho que me sentir culpada ao gostar de ver a foto de uma mulher nua? de ver pornografia?) objetificam a fotinho 20×20, qual foi a intenção da mulher com aquilo, se ela tem consciência, etc.

    por isso que é importante, a sua voz (to muito brega, sorry). porque faz as pessoas verem que nao é assim, preto no branco. e que você pode ser feminista e gostar de pornografia. que vc pode ser feminista e expor o seu corpo para desejo dos outros – e seu próprio. obvio que a gente entende mesmo lendo, lendo muito. mas ter alguem aqui que dialoga essas questões tão bem como você facilita – e abre a cabeça de muita gente.

    semestre passado eu fiz uma disciplina na minha faculdade chamada mídia e pornografia. a sala superlotou, mas quando o povo viu que a gente não ia ficar só vendo filme pornô o dia inteiro e que ia trabalhar a partir de uma visão feminista – pronto, esvaziou. e foi legal porque a professora (minha musa e orientadora♥) que ministrou a disciplina problematizou muito bem a questão, apresentando as teóricas feministas “pornografia-é-teoria-estupro-é-a-prática” e as que são super pró e tal. e ai pra ilustrar eu mostrei o seu blog e o da lola hahaha. mandei email “gente, pra vocês verem melhor como é esse debate ai das feministas ta aqui dois blogs atuais e suas posições”. pra mostrar que nao era um embate só acadêmico né, como ainda é realmente uma questão do movimento. e ai depois eu mandei uns 15 links do seu blog, só recomendando pro povo ler mesmo hehehe

    enfim, isso tudo é só pra dizer que eu lamento muito mesmo que você e a aline tenham decidido parar de postar (espero que voltem, um dia). por mais que o tesão em blogar tenha acabado, é legal vcs saberem que também foi uma experiencia positiva pra pessoas q vcs nem conhecem e tal. e eu espero que muitas pessoas recém-interessadas nas questões feministas possam ter acesso aos seus posts antigos, senão vao ficar só com um lado da moeda que eu penso nao ser muito saudável. tipo a menina que vai de sala em sala pedindo pras mulheres não chuparem homens pq é símbolo de submissão e tal. qualquer oportunidade que eu tenho lá pra mostrar pras pessoas que eu sou feminista e curto pornografia e sexo e dançar beyonce eu aproveito.

    sigo assinando o tumblr, mas vai fazer falta.

    =*

  10. 10 érica angélica

    nossa exagerei hahaha

  11. 11 Stella

    li demais. pensei demais. ri demais. gozei horrores. tive insônias. reformulei opiniões. fiz amizade. vi por outros ângulos e consegui achar ainda mais legal/interessante/inteligente/delícia/divertida…

    foi bom de mais esse espaço, esse espaço. e acho que nem só pra mim. pra todo mundo que gostou, valeu muuuito!

    te vejo no tumblr. beijo enorme! =)

    *lembro do primeiro post q li aqui, do primeiro comentário, da primeira resposta. depois foi só fidelização da clientela! rsrsrs

  12. 12 ayran

    Mais uma que naum costuma comentar e que vai sentir falta de teu blog, e jah eh orfa do da Aline.
    Ja te lia antes do lingerie day e foi por causa do lingerie day que eu passei a ler o blog da Aline tambem.
    Confesso que tinha a visao de feminismo que @s contrarios ao lingerie day mostraram, mas lendo vcs eu percebi o quanto essa visao era tacanha.

    Enfim, tb senti a necessidade de comentar hoje, e naum vou repetir o quanto vcs vaum fazer falta, a Erica jah demonstrou isso muito bem.

  13. 13 Homem de Respeito

    Nossa, que pena que conheci seu blog hoje. Você é demais, escreveu coisas impressioantes, a mais absoluta verdade.
    Machismo é um problema, e pior é aquele que não se acha machista e não “autoriza” a mulher a se vestir dessa ou daquela forma porque é vulgar. Quem tem que decidir isso é ela e não os homens ou mulheres da sociedade.
    Sinto não gostar da sua calcinha recheada porque prefiro uma cueca recheada.
    Mas vou ler mais algumas publicações anteriores suas porque li algumas e gostei muito.
    Parabéns e mesmo tendo acabado de conhecer, fico triste pelo fim do blog.

  14. :-(

    Sentirei falta.

  15. 15 Gulossita

    cynthia semiramis (parece nome de personagem de Harry Potter – fiquei ,Petrificus Totalis )
    “eu prefiro ter uma filha igual às feministas que condenam o lingerieday do que como a retardada que pensa com a bunda e escreve com palavras difíceis, que publicou fotos do corpo em troca de sabe-se lá o que.”

    Sincera ?
    - espero que não procrie, filha nenhuma merece um risco genético desses,
    - retardada é uma palavra forte, mas que nomeia pessoas reais e com reais problemas (agressão descontrolada detect)
    - Pensar com a Bunda ? puxa devem ser pensamentos lindos, a sua é linda (invejinha,invejinha,invejinha..murinho tres vezes na madeira, livrai-nos ! )
    - em troca de sabe-se lá o que ( principio básico ativo : não fale do que voce desconhece) 666 é o número.

    Sincera 2 ? Se te faz melhor encerrar, encerre, mas…..pra quem gosta, eu gosto, e bom demais pra acabar. Lá ou Cá to dentro

    Beijo na Bunda Sabia e Linda ! Fui-me

  16. você não pode encerrar seu blog com um post tão sensacional. a gente só encerra blog com posts medíocres. portanto, não está valendo. :p please, don’t go.

  17. 17 Luisa Maria

    Foi por conta do lingeryday que vim parar aqui. Tentando entender a polemica, fiquei pesquisando, lendo, me assustando que algo tão bobo tivesse se tornado tão dramático, enfim… me apaixonei pelo blog. Fiquei encantada de ver meus sentimentos e pensamentos sutis, minhas convicções, tornados em palavras. Palavras claras, corretas, honestas. Te agradeço por essa luz, mesmo!
    Sinto muito por tudo isso, por vc ter sido atacada, por ver tanta gente tacanha tendo voz ativa nesta web. E por perceber que muitos ouvem e reproduzem essas vozes. Sinto muito mesmo.
    Nunca comentei aqui, por timidez apenas, mas leio sempre. Ou lia. Vou sentir muita, mas muita falta do seu blog e do da Aline (que conheci por aqui e que admiro muito tb).
    Boa sorte e felicidades pra vc!
    Bjs!

  18. 18 Iara

    Primeiro a Alien, agora você. Que triste. Entendo, respeito, mas vou sentir muita falta, mesmo. Entristece especialmente porque o cerne foi o lance do LD. E, nossa, como aprendi com vocês na ocasião. Como sou grata. Sou extremamente grata à quem se dispõe a se expôr e debater de forma inteligente. Eu aprendi demais com vocês (embora tenha elegido a Aline como interlocutora, digamos “principal”, eu tava sempre por aqui te lendo também), discordando, revendo alguns pontos de vista, fortalecendo outros, mas sem me sentir na obrigação de endossar ninguém. Também não vejo muito sentido nessa coisa de todo mundo postar sobre o mesmíssimo assunto, com os mesmíssimos pontos de vista, sem espaço para debate de qualidade, só elogios mútuos. Acho tão ou mais estéril que ficar respondendo trolls, que só estão dispostos a ofender. Bom, sei lá… abraço aê e sorte na vida. E obrigada, muito obrigada!

  19. 19 Pedro

    Uma pena, seu blog era um dos meus favoritos desde que o descobri, justamente no fuzuê do lingerieday. Mas se você perdeu o tesão em postar, é o melhor que faz. Que bom que ainda tem o teu tumblr que, curiosamente, também é o meu favorito da pastinha “not safe for work” do reader. Um beijo e felicidade pra você.

  20. Fiquei orfã de vez!

    Primeiro a A, agora você.
    Mas entendo-as perfeitamente. Acompanhei todo o processo e notei o tesão se esvaindo.
    Ainda que sozinha, continuarei circulando por aqui…

    :(

    Jamais poderia deixar de dizer que vcs significaram muito pra mim. Me foram demais de importante. Fundamentaram muitas das minhas inseguras idéias e pensamentos.

    Vcs me acolheram de braços abertos(pelo menos eu senti isso), e sou muuuuuito agradecida por isso.
    - Uso o plural pois vc e a Aline são ‘unas’, pelo menos pra mim.

    Os debates virtuais farão muita falta na minha vida de mulher-blogueira-curiosa-e-com-inclinação-feminista. Mas enfim, quem sabe não nos cruzamos por aí, dentro de uma sala física num debate cara-a-cara – Eu iria adorar!

    Sobre os seu Tumblr, bem, nunca o abandonei e nem pretendo. É impossível, até. Aliás, antes mesmo d’eu começar a comentar por aqui, já estava xeretandíssimo-o-O!

    Pra terminar, vou citá-la, pois achei que foi a chave, a base de tudo para o que você escreveu e pensa. E sim, não poderia me identificar mais…

    ‘Ah, o corpo. o corpo das mulheres. aquilo que se mostra quando não se tem nada na cabeça, que serve de barganha. que serve.’

    Beijos e sentirei sua falta!

    ;*******************************

  21. 21 anonimo

    a academia é séria? raiva das feminazis? Supera.

  22. 22 JULIO135

    LU ALGUEM ESCREVEU,,,,,,,,,VOCÊ AINDA EXISTE?
    Sim, sim. Tô fora deste meio virtual já há um certo tempo. Muitas andanças*, mudanças, adaptação ao novo país, festas, reencontro com família e amigos, descanso, praia, muito sexo, depois inverno, lareira, alguns experimentos (breves mas gostosos) de casamento aberto.
    Depois disso, a vida começou a tomar um rumo e a realidade bateu à porta: hora de estudar para concursos, escrever textos, publicar, trabalhar.

    Mas, cá entre nós, falando a verdade: eu poderia dar zilhões de explicações sobre minha ausência (deste blog e em todos os outros da face da terra). A verdade mesmo é que, de tempos em tempos, e não sei porquê, blog me enche o saco. Veja bem, não é o SEU blog em particular, meu caro leitor (me achei “A” escritora agora… hahaahahah). E a torração de saco nem é com blogs em particular, mas com essa vida virtual e tudo o que a involve: e-mails, orkut, twitter, blog, flickr, msn e por aí vai.

    Às vezes o cansaço é físico mesmo. Dói a bunda, as costas, o ombro de tanto ficar na frente do computador (resquícios do final da tese?). Mas outras vezes é um cansaço mais profundo, uma irritação e um incômodo mais íntimo gerado pelo o que essas novas comunicações NÃO trazem. É uma necessidade de olhar nos olhos das pessoas, abraçar, ouvir a voz, tocar, conhecer, interagir, rir, entender os trejeitos, olhares, compartilhar confissões, histórias, sexo, amizade, qualquer coisa. Qualquer coisa que seja cara a cara, corpo a corpo**.

    Mas era isso, meu caro Watson! Aos poucos eu vou voltando, surgindo das cinzas de um final de doutorado. Qualquer dia desses apareço no seu blog pra fazer uma visitinha. Tenho saudades dos meus amigos virtuais. E daqueles que já se tornaram bem mais que isso!

    * Da Inglaterra para o Brasil trazendo a mudança; do Brasil para a Inglaterra para a defesa da tese; da Inglaterra para o Brasil trazendo o diploma e agora sou oficialmente Dr. Su!

    ** Tenho tido a sorte de acalmar essa necessidade com o L. Parceiro melhor não há. Amanhã completamos 8 anos que estamos juntos!

  23. 23 Hudson

    Otro dia comentei com duas amigas que tava orfão por conta do fim do blog. Antes de fazer qualquer comentario as duas disseram qse simultaneamente: ” Mas ela nao apagou nada, ne? ” :O

    Acho que esse vai ser o blog inativo com mais visitas da web. Tb faço fila com os que vão dar voltinhas por aqui com fidelidade canina e ler coisas já lidas gostando dinovo.

    te vejo no tumblr

  24. Querida, mais uma vez, parabéns pelo texto-desabafo. Desde a primeira vez que estive aqui (vindo de um link do meu amigo Doni), fiquei fã. Com tanta baboseira na net, é realmente difícil encontrar algo ou alguém pra se ler com prazer (opa, sem trocadilhos) como era esse seu blog aqui. Ainda espero que mude de ideia. Agora, quanto aos fatos que levaram você a abandonar o blog e, mais recentemente, ao da Uniban, o que se poderia dizer? Eu confesso minha inabilidade pra interpretar esses acontecimentos. Nada mais são do que comportamento de manada, aquilo de mais primitivo que temos em nós e que nos remete sempre ao que somos: animais. Não tenho uma consideração sequer a fazer sobre o que você escreveu. Disse tudo, com muita propriedade. Aqueles imbecis da Uniban (escrevi isso em um post solitário no meu desatualizado blog) mais bem fariam à sociedade se estivessem numa jaula, pode ser circo, pode ser zoológico. Quanto ao lingerieday, dá no mesmo. Homens são babacas e machistas por natureza. Mas, vamos admitir: as mulheres são muito mais. Vai desde o jantarzinho inocente que só o cara paga (imagine uma mulher pagando a conta) até o mais íntimo sentimento de submissão que muitas, a maioria, têm. As mulheres se revoltam contra mulheres que têm opinião. E se revoltam mais ainda contra mulheres inteligentes que conseguem, por exemplo, falar de sexo e adjacências com desenvoltura e naturalidade, como deveria ser. Mas o Brasil é conservador, atrasado e hipócrita nesse sentido. Usamos fio dental e fazemos topless na praia, mas mandamos pra inquisição a moça do vestido curto ou a que mostra o lacinho… Enfim, tudo isso pra dizer que apoio e concordo com o que disse aqui. E acho realmente uma pena a casa estar fechada. O twitter é muito pouco pra quem gosta.

  25. 25 Inaiara

    Acho curioso: escolhi alguns blogs para acompanhar, não tenho paciência para peneirar diariamente, ative-me aos quais, aos poucos ( e são muito poucos) eu enxerguei sinais do uso correto da internet – da administração elegante entre a exposição pessoal e a conquista da opinião respeitável.

    Pois bem; mais da metade estão extintos!

    No seu caso, em especial, não compreenderei o abandono. Você faz muito bem o contraponto, arrisco dizer que até involuntariamente, ao pensamento mais fácil e cordato. Justamente em um momento (falo de HOJE) onde ficou escancarada a sua autenticidade, onde eu vi uma chama rara e “interneticamente” intransferível, um verdadeiro diferencial, vens com essa de “falta de tesão”…

    Quero muito que você continue fazendo parte da metade que vale a pena!

    O Blog é A ferramenta.

    Beijos.


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