uma indicação.
by lu
acabei de postar no outro blog um texto lindo, intitulado Como um menino aprende a ser um homem: três momentos. é uma pena que está em inglês e eu não tenho tempo de traduzi-lo. esse texto trouxe mais um detalhe que eu não mencionei no post anterior sobre o anticris♀, que ali onde o homem está no âmbito racional e ordenado da civilização, que prevalece sobre e domina o âmbito caótico e mundano da natureza, a feminilidade, que estaria no segundo grupo, é tida por algo nato nas mulheres, enquanto a masculinidade para os homens tende a ser mais valorizada como traço a ser almejado, conquistado e mantido. se a homofobia contra casais gays homens é de certa forma mais violenta do que contra lésbicas, uma das razões seria que eles estariam mais a perigo de perder sua condição natural de homens do que as mulheres – e se a violência da imposição de gênero em geral passa tão desapercebida é porque o gênero é tido por algo tão natural. esse texto do michael kimmel nos conta 3 momentos em que ele observou durante o crescimento de seu filho essa busca/imposição.
e, olha que charme, esse michel kimmel é porta-voz da NOMAS, organização nacional pra homens contra o sexismo.

bem interessante o texto. e pela resposta do menino parece que ele tem uma percepção da realidade muito boa hehe.. eu também era um dos que dançavam
é, achei o moleque tão esperto! puxou o pai, rs.
os que “dançam” são os melhores homens ;)
Achei tão fantástico que já compartilhei no meu google reader!!!
Essa composição masculino/feminino é tratada de uma maneira especialmente cuidadosa em A Dominação Masculina, do Bourdieu. :-)
é, o bourdieu tem coisas legais, até certo ponto. mas eu estaria mentindo se dissesse que confio nele pra explicar o mundo, rs.
Gostei do texto do Kimmel.
Lembrei de um episódio da minha infância: estava no jardim 2, acho que tinha 6 anos, quando comecei a fazer carinho nos cabelos de um colega meu amigo. Não demorou para que a “tia” me repreendesse com os argumentos meninos isso, meninas aquilo.
Voltei a fazer carinho em amigos homens MUITO tempo depois. Uma lástima.
tia homófoba do caralho. quanta ignorância. se fosse com meu filho eu ia na escolinha ler o bicho contra essa mulher, rs.
mas isso acontece muito, ainda, infelizmente.
Adorei o texto, eu tive momentos similares com meus filhos. ;)
Bjo
deve ser mto bacana acompanhar isso nos filhos. pelo menos nisso eu seria melhor que meus pais se tiver rebentos, rs
o texto é foda mesmo e o guri é uma graça! haha
e engraçado que eu passei pela mesma situação do rapaz que comentou. eu tinha cabelo lisinho quando era menor, então eu deitava no colo das outras garotas e elas ficavam passando a mão no meu cabelo e sempre tinha uma tia por perto pra mandar a gente parar e dizer que era errado. depois, quando eu já tava um pouco maior, eu tinha uma amiga com quem eu vivia andando de mãos dadas e as nossas mães também sempre mandavam a gente parar.
lembro também de uma professora que contou uma vez que saiu com a filha, que tinha uns 5 anos, e que ela viu dois caras se beijando perto delas, e ela dizia que tinha ficado envergonhada e com medo de que a filha não entendesse e perguntasse o que era aquilo.
o que também é meio engraçado porque me parece que pra criança isso é muito natural. pra mim sempre foi, desde pequena. e eu cresci cercada de gente preconceituosa.
enfim, desvirtuei o assunto, hahah :)
desvirtuou nada, que comentário interessante.
é, tem criança que é preconceituosinha desde pequena, mas tem muita que leva as coisas numa boa e os adultos ficam empurrando as suas neuroses… aliás tou achando que as que levam numa boa são os futuros adultos não-preconceituosos ;)
[...] dias eu relia uns posts do É bom pra quem gosta e encontrei uma indicação a esse texto aqui, que me agradou a ponto de me por a fazer uma tradução instantaneamente. A [...]
[...] dias eu relia uns posts do É bom pra quem gosta e encontre iuma indicação a esse texto aqui, que me agradou a ponto de me por a fazer uma tradução instantaneamente. A [...]