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por lu
numa entrevista com o luiz mott, um antropólogo militante pelos direitos lgbt, perguntaram quem era mais discriminado: a lésbica ou o gay. perguntinha besta, homofobia é sempre uma merda pra todos, mas enfim; ele respondeu sem pestanejar que era a lésbica. isso é consenso. e depois ele citou umas estatísticas dizendo como os gays apanham muito mais, são muito mais espancados, sofrem muito mais violência física por homofobia do que as lésbicas. como é consenso que as lésbicas são mais discriminadas, se é mais difícil sobreviver como gay às agressões homofóbicas?
esse consenso existe por causa da consciência de que vivemos numa sociedade, grosso modo, machista. e que portanto é mais complicado viver como mulher do que como homem, como lésbica do que como gay, e como trans masculino do que feminino (uma vez, é claro, que te percebem como trans, que o preconceito diz que são homens ou mulheres não-“autênticos”. assim, o trans masculino seria, na verdade, uma mulher.)
nossa sexualidade é engessada em gêneros, e cada um deles têm o seu lugar e o seu papel. os homens são mais donos de si, mais responsáveis por suas escolhas, mais capazes. eles respondem pelo que são. as mulheres, já comentei isso aqui antes em diversos posts, são aquelas que querem agradar ao outro, cujas escolhas estão sempre atreladas a outrém, visando algo externo à elas próprias; o homem transa pela sua satisfação pessoal, pelo seu prazer, enquanto a mulher transa pela companhia, pelo romantismo, pelo carinho, por interesse em algo que pode obter com a transa que está sempre para além do sexo por ele mesmo.
então, o que duas mulheres fariam juntas? oras, elas estão sendo sexy! todos sabem como é lindo duas garotas juntas; “os homens” adoram (e falo aqui dos homens enquanto categoria construída; nenhum homem em especial e todos os homens de modo geral). se elas estão se pegando, ali na sua frente, é porque estão provocando os homens, chamando-os, ou meramente enfeitando o lugar, contribuindo pra festa, pra deleite de todos. isso porque, retomando o conceito de existência que eu comentei no post anterior, a lésbica existe menos que o gay. se um homem fica com outro homem, ninguém duvida que ele seja movido por um desejo interno de fazê-lo para o seu próprio deleite. ele é gay e pronto. mas no imaginário popular, duas mulheres juntas são fetiche. nele, uma mulher que fica com outra mulher não o faz porque assim o quer, porque assim se sente bem; uma mulher, ao ficar com outra mulher, agrada aos homens, isto é, há um desejo hétero masculino que se sobrepõe ao desejo dela, que é ignorado, não entra em consideração; se existe, existe apenas enquanto desejo hétero de satisfazer aos homens, ainda que se trate de um personagem fictício que não existe na história.
porque em um mundo machista, falocêntrico e heterossexista, se tem dificuldade de entender que a vida e a sexualidade de uma mulher pode acontecer para ela, e não meramente apenas para os outros – seja para seus filhos (ainda que somente em potencial), seja para os homens e em função deles.
minha avó que mora numa cidadezinha do interior tem uma amiga muito querida há décadas. essa amiga mora com a sua “melhor amiga” desde antes de eu nascer. minha avó acredita piamente que são apenas amigas, e ninguém toca no assunto com ela; quando a fulana é convidada e vai aparecer, fica um clima na casa. o segredo é quase palpável. meus tios trocam olhares. eu me pergunto qual seria a reação da minha avó se eu perguntasse, o que eu não farei, mas imagino que ela negaria que são lésbicas. imagina, lésbicas!, aqui no meu bairro!
em 1995, teve uma conferência das nações unidas em beijing. o vaticano, como sempre, se impôs o quanto pôde (e sempre pode muito); não vou entrar em detalhes sobre o diálogo que se travou entre ele e feministas, mas o fato é que, no âmbito da linguagem, por fim a palavra gêneros pôde ser usada, mas “lésbica” só poderia aparecer entre aspas (é uma ameaça à maternidade, segundo o vaticano). as aspas sinalizavam que não havia consenso sobre o uso do termo, que era um âmbito contraditório. o termo acabou sendo abolido; para designar a lésbica, falavam em “o outro estado”. aquele, o inominável, o que não pode ser dito. em protesto, pessoas usaram camisetas com “lésbica” escrito entre aspas. paradoxalmente, a lesbianidade acabou ganhando mais visibilidade, diante dessa tentativa de escondê-lo; mas nem toda e qualquer visibilidade nos é proveitosa.

Texto muito bom. Tb gostei do tema. rss
obrigada, junior! o tema do blog é o que pessoas de bom gosto usam, foi o que ouvi dizer ;) hahaha
é o mais legal mesmo, dos que eles oferecem.
um abraço!
aplausos.
:**
ah! eu tava curiosa pra escutar seu feedback – legal, quer dizer que concordou com o texto :D
beijo beijo.
O pré-conceito pra ser mantido necessita de afirmações encima de padrões estabelecidos como “normais”.
“ela é lésbica porque é mal comida, manda ela pra mim que vai ver como ela muda ”
“ele é Gay porque nunca teve um pai presente ”
Já ouvi em cabelereira, “hoje vou fazer tudo porque meu marido vai me usar ” (terrivel né?)
Estampamos muito, não vou generalizar em toda, de nossa essência em nossas opniões e nossos comportamentos, como espelhos ambulantes enxergamos refletido no outro a nossa própria imagem.
meu, é muito pobre esse tipo de raciocínio. e tem demais. esse do “ela é lésbica porque é mal comida” é levado a cabo e não raro lésbicas são estupradas pra ver se se “curam” (como se aí sim elas vão aprender que é super bom!)… e a do “meu marido vai me usar” eu já vi uma variante, do cara fazer aniversário e a mulher dar favores sexuais de presente… pode?!?
escroto.
mas é isso mesmo. beijos, linda :*
hahha é verdade Bismarck vou custurar minha buceta porque quero me casar pela vigéssima vez virgem, ele merece . ( MERECE Mesmo) hahaha
fazer vontadizinhas vale né? (eu faço)
hahahaah eles se merecem!
vale tudo nessa vida, quietinha, é o que eu sempre digo ;)
:*
Hehehe, eee mundão véio sem pregas.
Lá na casa da minha mãe é assim: Fulano é gay mãe. “Nooossa jura?! mais um moço tão bonito!!!” Fulana é gay mãe. “Ai que sem vergonha, credo!!”
Hhauahuahau ai ai…
Minha mãe é crente. No fundo ela ATÉ respeita (com uma distância mínima de 100km dela) os homossexuais. Mas ela diz que ama o pecador, mas abomina o pecado no qual ele está contido!
É mole?!
Quando eu disse que era bissexual eu te juro que ela tapou os ouvidos e começou a cantar bem alto: “Nãoooo queroooooo sabeeeer, não quero sabeeeeeer!!!”
¬¬
HAUAHAUAHAUHAUAHUA acabei de ler um comentário da Quietinha alí e pensei numa piada:
“Ai amiga hoje meu marido vai me usar”
“Sério fulana? e depois?”
“Depois me lava com homossexual, aquele sabão pra lavar o sexo sabe?”
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, ta bom é besta! :D
hahaha então homem gay é feio, e mulher gay, sem-vergonha… pelo menos ela ainda ama o pecador!
parece ingênua. a minha mãe é bem machista e bem homofóbica, mas não por ingenuidade, mas por maldade mesmo. ¬¬
rs
ah, quando eu era criança piadinhas com o “omo” eram clichê. já ouvi algumas!
bjos
A praga do machismo permeia td, tah vendo, neh?!
Oh, lembrei duma coisa q vc disse hah um tempo, q ele estava intrínseco em nossa sociedade. (“Tá, e daí? o machismo faz parte da sociedade e da cultura de maneira intrínseca – e as mulheres também participam da sociedade em que vivem.”)
Achei muito forte, o termo intrínseco. Pq me parece mt definitivo. E fui procurar a terminologia, eh msm por aih.
Ele pode estar mt arraigado, mas ñ eh intrínseco a ela, ñ!!! A gente estaria falando disso à toa!
Bom, tenho falado e falado disso desde sempre e agora, frequentemente.
O debate ainda estah muito longe do que eu gostaria e uns dias atrás esteve bem mal. A boa eh q um povo q estuda gênero, sexualidade e sexo na educação na UFMG soube do meu bloguinho e se interessou por ele. Vou entrar num grupo d discussão e aih vou ficar profissa, hahahah
Sacanagem. Mas eh que rolou uma coisa muito chata com uns tipos mais miseráveis possível e daih eu falei: “Ñ dah mais para ficar soh nas minhas conjecturas e pesquisinhas meia-boca. Eu vou ter que falar com conhecimento d causa, com substância.” E aih acontece isso.
Como eu fiquei leve!
“Eh bonita, eh bonita e eh bonita!”, tah nesse ‘naipe’, hahahah…
Bisous
gostei :)
eu tenho um tanto desse facínio, de não entender bem a lésbica, talvez por uma sensação de ser excluído de uma possibilidade. Descobri um pouco disso quando eu e a namo batemos um papo com um casal de meninas, e ficou meio óbvio que rolava interesse por ela, mas nada por mim. mas fazer o que, get over it.
Talvez aconteça de existir o mesmo sentimento em mulheres que vêm o cara gostosão pra serem ignoradas pois o cara é gay.
fica um desafio ao apelo sexual, e ao que é esperado.
mas fico só em conjectura, porque não conheço nenhum caso na vida real (que é o que dá ser meio antisocial).
bem, longa vida as “lésbicas” :)
gabriela,
boa questão! é o seguinte: ser intrínseco a essa sociedade não significa que isso não possa ser mudado, que outras não possam ser construídas – aliás, são; por mais que alguns não queiram, essas coisas estão sempre se (re)fazendo, são instáveis. se ser intrínseco significa também ser imutável e necessário, então não é! falei que é intrínseco porque é parte do mecanismo mesmo da nossa civilização hoje; o machismo é historicamente contextualizado, faz parte da nossa linguagem, da nossa cultura, até pode passar desapercebido, mas isso tudo tá sempre mudando. por isso que, acho até que nesse mesmo post que você citou, eu falei que é contingente. claro que existe a possibilidade de mudança e de resistência, feminismo taí pra isso ;)
que legal o lance do grupo de discussão, espero que as pessoas sejam bacanas e as discussões rendam muito!
bjo bjo
thanatos,
eu tenho a maior pena de não poder viver nem por um pouquinho que seja como homem. ia adorar – e uma das primeiras coisas que eu ia querer fazer ia ser transar com outro cara pra ver como é sendo homem! acho que tem isso sim que você falou. mas talvez no meu caso específico seja uma coisa mais carnal, de viver uma trepada gay mesmo, sei lá… rs ;)
Faço meus os aplausos da Aline, Lu!
Deixo só um simplório aparte: por ser machista, falocêntrica, heterossexista e heteronormativa, a sociedade tb exige um bocado dos homens. Sê-los não é tão fácil assim quanto parece! ;-)
Tem uma comediazinha canadense bem simpática chamada O mito do orgasmo masculino (1993), que brinca um pouco com essas exigências sobre o homem — e ainda nem se falava de “competências” (e vale tb um apelido: “comPOtências”) como hoje em dia, termo que se impôs nas relações de trabalho e atravessa as relações afetivas como um todo. É um filme datado, e pega um pouco no pé de um feminismo que vc mesma critica. Ainda assim, as aflições do personagem principal ilustram com leveza algo que não é tão leve assim…
Bjs
é verdade, não é nada fácil – eu definitivamente não acho que pareça! esse feminismo aí que eu critico vive se esquecendo disso e acaba errando a mão ao descrever as mulheres por ignorar como as normas agem – tanto nelas quanto neles. esse post focou em um lado só da coisa – em algum lugar eu até comecei a fazer uma ressalva, explicando melhor o todo, mas ia deixar o post enorme, então deixei prum próximo post (já o tenho meio escrito na cabeça faz um tempo, falta escrever.) que bom que você trouxe isso pros comentários – como sempre, né?, você enriquece muito.
beijos
(ah, não vi esse fime, parece bem interessante; vou procurar, na próxima vez que for alugar algo. :* )
Só não espere muito do filme, tadinho, é quase sessão da tarde. Vi no ano em que foi lançado, por isso nutri simpatia por ele. Se visse hoje, talvez achasse só meio bobo.
eu adoro filme sessão da tarde – se não for águinha-com-açúcar então melhor ainda =)
Os livros que relatam a história da homossexaulidade logo no prefácio já avisam que grande parte dos dados e relatos contidos nos livros são sobre os gays, pois existem limbos na historia das lésbicas. Tenho um livro de 1934 em que o autor simplesmente crê que elas não existam, e fala das lésbicas como se fossem parte do folclore. A homossexualidade ainda é crime em cerca de 75 países, sendo punível com a pena de morte em 8 ou9. Entretanto, a história dessa criminalização da homossexualidade no mundo demonstra que os gays eram o alvo exclusivo dos estados, os tipos penais quando não falam taxativamente que a punição é para homens que se relacionam com homens, são aplicados apenas aos gays. As lébicas eram/são invisiveis de tal modo que escaparam/escapam até da malha punitiva estatal.
Adorei o texto,como sempre. Volto aqui depois, quero comentar outras coisas mas estou de saída agora.
E ah, Lesbianismo? Eu li mesmo isso em um texto seu? Lesbianidade, gata. “lesbianismo” pertence a um contexto histórico em que a homossexualidade era considerada doença e figurava no Catálogo internacional de Doenças – sob o rótulo distúrbio/transtorno mental, então, se não for este o sentido da sua frase, muda lá vai.
http://www.uvanavulva.com.br/blog/2007/08/28/essa-nossa-tal-comunidade/
http://noraepsyco.wordpress.com/2007/11/16/
beijão
se a butler fala em lesbianismo, eu estou à vontade pra usar lesbianismo. e mais do que argumento de autoridade, o argumento dela (em excitable speech – se tiver aí na biblioteca, recomendo demais) é bem convincente. grosso modo, não devemos patologizar a língua, nem contribuir pra isso. e a você deveria saber a essa altura do campeonato que eu sei desses detalhes todos, hein. nível “oprah” de argumentação: vamos parar de falar “nigger” e censurar os negros que usam essa palavra como se falassem um palavrão horroroso, vamos fazer uma careta franzindo o cenho como se algo terrível tivesse acontecido toda a vez que ela é dita – ao invés de perceber as relações de resistência, invés de perceber o potencial disruptivo de apropriarmo-nos dela usando-a com um sentido positivo, como foi feito por exemplo com “queer”, que a princípio era uma palavra de forte cunho pejorativo pra descrever negros, gays, imigrantes e minorias em geral, que o uso pela comunidade lgbt transformou, usando a palavra sem um sentido de doença, num contexto positivo, até que esse sentido pejorativo fosse amplamente esquecido; me sinto bem em descrever-me como queer. talvez se houvesse policiais da língua na época impedindo seu uso pela comunidade lgbt, queer seria até hoje cuspido como veneno da boca de conservadores. ou você acha que eu falo em lesbianismo como se fosse doença? você acha que eu considero esse discurso de dentro da minha fala, que ele está presente internamente? nem sempre que falamos em lesbianismo, retomamos irremediavelmente aquele contexto; a palavra não está engessada nele para sempre, a língua não é morta, seu sentido pode ser transformado, e diria até que deve sê-lo; acho uma estratégia eficiente – no contexto que eu reivindico enquanto militante lgbt, e que pratico como parte da reivindicação, ser lésbica não é doença, e não há palavra nenhuma que possa descrevê-las com conotação de doença.
se ainda te incomoda, eu mudo, por você. mas por enquanto os argumentos butlerianos tão mais convincentes do que os dos blogs que você linkou: primeiro que “lesbianismo”, assim como “niggers” e como foi “queer”, NÃO É igual a “aleijado” pra deficiente físico e “retardado” para down; mas acima de tudo, acho mesmo mais proveitoso, invés de querer sumir com uma palavra, querer sumir com a conotação negativa que qualquer palavra pode ter ao descrever as lésbicas. foco, gente, foco! o problema é a palavra ou é o seu uso?
beijão :***
Eu não tenho nem o que dizer depois disso! ahhahahah
Tou com vc (e a butler) e não abro. Cara, tomei uma aula agora. Eu já disse que sou sua fã? hahahah
Eu implico com o ‘ismo’, mas concordo com os seus argumentos.
beijo
hahahaah
meu, eu li seu comentário e pensei, pô, e agora, mudo? mudei, não custa ser mais elegante ;) hahahaha
mas tinha certeza que você não ia simplesmente concordar. o segundo texto que você linkou é bem legal, mas esse do uva na vulva simplesmente usou os argumentos errados mesmo, comparando a inclusão da lés com a dos deficientes…
confesso que acho meio estranho a palavra, tanto lesbianismo quanto lesbianidade, mas é porque conversando eu tou acostumada a falar “lesbiquice”, por graça – acho que talvez o ismo também me incomode, sei lá; e o “nidade” não se costuma ouvir mesmo. o ismo me irrita também, homosexualismo me soa mal, mas acho que é porque a gente fala em sexualiDADE, não no nosso “sexualismo”, então é -dade pô. mas na real eu acho que é que nem o L antes do G em LGBT; tanto faaaaaz! se tem gente que prefere assim, então tá, que seja assim, mas a gente sabe: não faz diferença nenhuma, hahaha
beijão. tou aqui com a vela acesa já por você, mil vezes boa sorte!
kkkk
Muito bom!
Grande beijo!
lesbianidade acabou ganhando visibilidade! Rimou! rs..
Eu concordo com todos os seus argumentos, e inserida no seu texto eu não devia nem ter comentado.
Mas eu tenho birra mesmo com o “ismo” se vc ler meu trabalho que te mandei (hehehe) vai ver a birra. Eu odeio escutar ou ler as palavras homossexualISMO, transexualISMO, travestISMO, lesbianISMO… então dou aquela torcida de nariz e nem continuo a leitura ou a conversa. Mas eu concordo com seus argumentos. Totalmente pertinentes, é questão de foco mesmo.
Acende mesmo que eu tou precisando. Tou numa fase de desconfiar se eu sou competente ou se tive muita sorte.
beijo
(Eae tá comendo muito chocolate?)
meu, eu to a dois dias meio away por causa da gastrite, de um torcicolo, do mestrado e de estresse. to reclamando até pras formigas aqui de casa. nem comentei decentemente o post. Tbm, pq eu acho irretocável. Basicamente é aplaudir.
Mas então. Escrevi o post. Não queria deixar pra muito mais tarde, quando o timing já tivesse ferrado. Tá meio esdruxulo, mas foi o melhor q eu consegui fazer. So to com medo de ter distorcido o q vc fala, pq vc tem respaldo teorico e eu só de orelhada mesmo.
No mais, chegou o livro. \o/
beijos
há com H. eu morro mas não levo o português comigo, não.
casal,
brigada, beijinhos mil! :*
erika,
eu me achava até que inteligente na graduação, era a melhor da faculdade, só tirava 10, 9, até com os professores casca-grossa… foi só entrar na pós pra perceber que eu sou é uma burrinha esforçada. e ultimamente nem esforçada hahaha. mas você é inteligente demais, pode saber, não é sorte não.
e ó, tem gente que fala em “homossexualismo” e tem coisas interessantes a dizer, não devemos descartar alguém só porque não está antenado com as últimas reivindicações do movimento lgbt… (ainda mais na filosofia, que o povo tá cagando pro imediato, pensando lá longe…) hehehe
*fazendo figas por vc*
beijo!
aline,
meu, eu confesso que tava entrando na sua página várias vezes por dia hahaha. que delícia, vou lá agora mesmo. e putz, quero muito saber suas impressões do livro! beijos, até daqui a pouco ;)
Então, Lu, acho que as garotas bi sejam mais discriminadas, embora menos violentadas, porque mesmo os gays aplicam a discriminação, né… O fato de duas meninas gatinhas que ficam “terem” de fazer isso por causa de um cara ou pra aparecer é uma discriminação bem chata e que eu já sofri de monte. Mas nunca fui vítima de violência física. Sei lá, acho isso.
é, naquele esquema de quem tem mais existência, realmente os bis existem menos do que os homossexuais. o mundo das pessoas é muito preto no branco, é ou homem ou mulher, e ou gosta de homem ou de mulher, como se fossem categorias discretas e mutuamente excludentes. Bi é indeciso, imaturo, que ainda não sabe o que quer de fato, ou um promíscuo inconseqüente, que não consegue se segurar, ou covarde, que não assume sua gayzice… e isso de mulher só ficar com mulher visando homem é esse machismo homofóbico que eu comento no post, que sim, algumas lésbicas também têm… já vi lés reclamar que bi não dá pra confiar e daí pra mais. por outro lado, eu própria reclamo muito de mulher que fica com mulher sem vontade. acontece demais, justamente porque as pessoas internalizam isso; o lance é não projetar isso no outro sem que ele dê os sinais, que aí é o seu preconceito falando.
Eu vou voltar neste post para ler os outros comentários. É que senti uma identificação tão grande que não vou deixar de tecer comentários personalíssimos, apesar de preferi-los engrandecedores ao debate e embasados etc.
A família de minha mãe se reúne todo verão, e todo o verão. E tem uma prima minha, que morava em outra cidade e hoje mora em São Paulo (somos de SC). Faz algum tempo, já, que ela mora com “amigas”. Lembro que, quando era pequeno, fui não sei por que razão visitá-la em sua casa, onde ela morava com essa “amiga”. Na verdade, amiga. As aspas não eram implícitas. Elas não existiam, porque todos negavam a existência. Então ela deixou de morar com a amiga, arrumou um emprego dos bons em SP e foi para lá. Arranjou outra amiga, com quem divide apartamento. A amiga tem uma filha e tudo mais, e ela mora lá também. Quando, no verão, elas vem para cá, vem minha prima e sua amiga. Amiga. Amiga.
E de repente um dia meu pai resolveu falar para minha mãe. Que não era amiga coisa alguma, era namorada. Mais alguém escutou, estávamos perto das pessoas da família. Ninguém consegue acreditar até hoje que existe algo além de amizade na relação da minha prima. “Até porque a outra tem uma filha”, dizem. E então não existe lésbica na família. Eu já havia compreendido por quê, mas você agora explicitou todos os motivos. Não há por que haver lésbica, não há por que minha prima – que “tinha um namorado tão bonito, lembra?” – ter um relacionamento não apenas afetivo, mas sexual com outra mulher. Porque, aliás, a amiga já tem uma filha. Já cumpriu seu dever biológico, de reproduzir, e agora, como mulher, deve viver, doar-se a própria vida pela filha. A mulher com filha é sexualmente morta (ou seria assexuada?), se não existe outro homem. E minha prima tem uma amiga.
O que – aparentemente – entra em conflito com as outras ideias que rondam a família. Porque eu sou gay. E lá, todo mundo, se não entende ou aceita, tolera. Não existe a negação do óbvio para o meu caso. Mas para a minha prima e sua amiga, não existe nada, nem óbvio nem implícito. A ideia delas como fruto de relacionamento afetivo e sexual simplesmente não existe.
Desculpa o tamanho do comentário, Lu. Mas senti vontade de ilustrar o comentário do Luiz Mott.
Aliás, a primeira vez em que apareci com um rapaz durante o verão, disseram à boca pequena que era meu namorado. Mas a amiga da minha prima, anos depois de integração à nossa família, continua amiga e só.
nossa, eu amei demais o seu comentário. ajudou muito.
é isso; ser homem gay é proibido, é motivo de piada, de escárnio, de vigilância – eu vejo no entorno dos meus primos pequenos todo um cuidado de criar um macho forte pra não “emboilar”, existe esse medo, essa possibilidade; lembro quando eles cantavam “robocop gay” dos mamonas assassinas rindo até chorar. é algo que tem uma existência, ainda que negativa; é parte do folclore, a figura da bicha louca, baitola, viado e tal. qualquer homem pode ser posto em desconfiança; gesticula com o pulso mole, usa brinquinho, uma roupa colorida demais, qualquer coisa diferente pode ser um sinal, e estão todos alertados.
a mulher já é aquela que finge que goza pra agradar o marido, finge que tem dor de cabeça quando não tá a fim, no imaginário coletivo ela já não goza pra si, não trepa pra si, a sexualidade dela só se dá atrelada à do homem. ser lésbica então não faz nenhum sentido, não está no horizonte. sendo mãe, então! mãe existe pros filhos, a vida da lésbica não comporta filhos; maternidade e lesbiquice são duas coisas completamente excludentes, incompatíveis. é o argumento do vaticano, de que se defendermos os direitos das lésbicas, estamos ameaçando a maternidade: tem embasamento num senso comum perverso.
impressionante o seu comentário, brigada mesmo.
Caraca, fico uns dias sem passar aqui e tem uma porrada de comentários que eu quero ler, meu adoro seu blog, seus textos e tudo, e os comentários são riquíssimos! tou tentando acompanhar…
E lu, eu tou num inferno astral, eu sou é uma burrinha esforçada e não tou nada esforçada ultimamente, bateu o desanimo de levar tanta porrada, mas tu é que é inteligente pra caralho, sou sua fã lindona!
olha esse pedaço do CQC, tem a Maysa (aquela tosquinha da tv) zuando o menino que escolheu o balão rosa na brincadeira!
Eu raxo com o CQC eheheh
hahaha, eu vivo aprendendo com você mesmo! cqc, que porra é essa! o vídeo é divertido mesmo. mas meu, primeiro que o programa com essa garota que mal tirou as fraldas já é um absurdo, puta mau-gosto. e cara, e essas duas tontas da mtv, hahahaha – “homem narigudo trepa bem, faz um bom sexo oral”! puta que o pariu, que lixo. a mtv não acerta, antes era aquela penélope que também falava tanta merda… hahah
CQC (custe o que custar)? Ah, é um programa da Band que tá fazendo muitooooo sucesso na tv, é meio como um jornal, eles comentam as coisas que aconteceram no brasil e no mundo, mas zuando geral. era pra ser um programa crítico-político mas como eles criticam todo mundo o treco fica meio vago. Mas é engraçado pacas! Mas eu gosto de besteiras! ahahha
Aquela menina é um monstrinho, quanto as minas da Mtv não tem nem o que falar! ahhaha
bju
putz, esses políticos são umas antas! taí, como a democracia é uma merda, hahaha. devia ter uma prova pra poder se candidatar que não fosse só questão de saber se o cara sabe assinar o nome, tipo um concurso público mesmo.
como se tivessem perguntando algo muito difícil! onde fica guantánamo, o que são as farc, o que é protecionismo… putz. deve ter tido um monte de político que sabia e não apareceu na reportagem, não é possível. e porque eles não dizem que não sabem invés de ficar falando merda, será que enganam alguém? o cara veio dizer, da convenção de genebra: “nós estamos trabalhando nisso há muitos anos”… meeeeu!!!! hahahaa cê tá trabalhando na convenção de genebra, é?
aff
Isso é o que nossos políticos sabem (ou não).
olha as merdas que eles fazem:
haha, meu, esse programa é muito bobo mas é bom. essas animações meu, que retardado… haha. curti os caras.
Todo mundo fala em CQC, eu comecei a ver um dia desses, raxo de rir.
Mas eu gosto dessas merdas todas, Pânico e CQC, odeiooooo Casseta. Geralmente eu gosto dessas besteiras! hahahah
Eles são sacanas pra caralho!
beijão linda! E os chocolates? Quer mais? rs…
ah, eu perco tudo isso, não assisto nada na tv aberta. gosto de tv, mas fico só no pornô e séries e filmes e essas coisas. acho que não vejo nada de produção nacional, tirando um jornal de vez em quando…
(quanto aos chocolates, nossa, como é bom, né? poutz… nem começa, não provoca que eu faço escândalo :P heheh)
bjo!
Poxa! Tem um tempo que não entrava aqui, ainda bem que continua ótimo! Engraçado, lendo esse artigo do Luiz Mott http://br.geocities.com/luizmottbr/artigos01.html lembrei de você, aí venho aqui e vejo você citando ele, será um sinal?!rs…Beijo!
legal! olha, que coincidência.
obrigada pelo link – e pela visita :D volta sempre!
beijos!
amei esse blog. amei. amei. amei. amei.
graças a deus ainda tem gente com cérebro no mundo.
o tema do psot foi colocado de ma forma q eu sempre quis por e jamais consegui parabéns.
que legal, muito obrigada!
seja sempre bemvindo(a) ;)