post 2 em 1: uns pornozinhos interessantes e um assunto bem sério.

por lu

1) vídeos de sacanagem:

uma gracinha este vídeo pornô antigo, dizem que dos anos 20 (4min, 45seg). a trilha sonora dá o toque. gostei especialmente das duas garotas… só não entendi o final. o cara brocha, depois surta, e em seguida tem uma convulsão?

e uma das cenas pornôs com só duas mulheres que mais eu gostei de ver ultimamente foi essa daqui (15min). que vontade de comer essa garota de camiseta verde. um dos raros filmes em que você percebe a mulher gozando. três vezes. Alguém sabe algo sobre ela?

e, porque eu ando, ainda, numa fase stoya, aproveito pra deixar o link de uma galeria de imagens dela com mais de 6 mil fotos. Sabe como ela faz os filmes? ela – que, como é de se esperar, gosta de pornografia -, quando tem algum ator ou atriz com quem quer transar, fala com a produtora, e eles aranjam tudo. de vez em quando, a produtora também sugere alguém – mas ela nunca fica com ninguém que não queira ficar, é óbvio.

[deixo só links porque o wordpress não me deixa incorporar vídeos que não sejam daquela marca.]

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2) posts sobre aborto:

tem um bem legal no sociological images com algumas charges que juntas explicitam como os anti-escolha humanizam o feto, dando-lhe voz, desejos, raciocínio e características de uma pessoa, e ao mesmo tempo desumanizam a mulher grávida, que fica sendo um mero receptáculo, que não tem vontades, nem fala, nem rosto, e por vezes sequer é retratada – o feto ganha independência e autonomia, em detrimento da grávida, que é apagada, eliminada. Que isso é feito o tempo inteiro no discurso pró-“vida”, já sabíamos, mas nesse post isso pode ser visualizado.

aproveito para deixar o link de um outro post deles sobre o assunto, com as imagens do fotógrafo lennart nilsson, que retratam fetos independentemente da mulher que o carrega, independentemente da sua relação com sua futura mãe, e que ilustram e respaldam esse raciocínio que atribui ao feto características de uma pessoa, absoluta e plena. Essas imagens que “deram vida ao feto”, ironicamente, só foram possíveis porque foram tiradas de fetos abortados, fora da barriga da mãe, de fato desligados dessa relação para além da qual não sobrevivem de modo algum. Isso é, com efeito, algo do que os anti-escolha se esquecem, na sua ânsia em proteger os não-nascidos a todo o custo, ainda que em detrimento e prejuízo daquela mesma sem a qual não há bebê algum, esquecendo que a mulher, parte integrante de uma relação necessária que o viabiliza, é ela mesma já uma pessoa.

quando eu escrevi o último post sobre aborto, expliquei como oferecer a possibilidade de aborto vira, no discurso tacanho dos anti-escolha, a sua obrigatoriedade. aqui surge mais uma explicação, complementar àquela: nesse cenário anti-escolha no qual as mulheres grávidas não são seres pensantes e desejantes, dotados de agência e vontade, permitir o aborto é obrigá-lo, da mesma forma que se fica incapaz de perceber como proibir o aborto é apenas negar às mulheres que abortam a assistência médica necessária para que elas o façam sem com isso arriscar suas vidas. Num contexto desses, cabe ao Estado e à legislação decidir o destino reprodutivo das mulheres grávidas, esses receptáculos de bebês desprovidos de volição, e se nega a elas o poder de fazê-lo – ignorando que muitas o fazem e sempre o farão, quer tenham os meios para fazê-lo de modo seguro, quer não.