um é pouco, dois é bom…
por lu
a maioria das pessoas, por mais que esteja apaixonada, que esteja bem e adorando aquele pra quem jurou amor eterno, vai, vez ou outra, mais ou menos intensamente, mais ou menos frequentemente, querer ficar com outras pessoas. e não há receita pra lidar com isso: esse desejo é tão comum e corriqueiro quanto é negado pelo arranjo padrão vigente da sexualidade, que a organiza em casais monogâmicos, e insiste em vincular sexo com reprodução. Não há nenhuma razão necessária ou lógica nesse arranjo arbitrário do núcleo familiar – por que o casal é composto por dois? por que o meu desejo por outra pessoa afetaria meu desejo pelo meu parceiro? por que o tesão (ou a paixão, etc) por um seria incompatível com o tesão (ou paixão etc) por outro, e não, por exemplo, complementares, ou mesmo absolutamente distintos? no que interfere? Interfere na medida exata em que a pessoa com quem se está se sente traída pelo desejo que o cônjuge têm por outras pessoas quaisquer. mas no que se baseia esse sentimento de traição, qual sua justificativa, senão no fato de que é um costume?
algumas vezes vi gente manifestar ciúmes de famosos. outro dia maridão comentou que a shakira é gostosa; o cara na hora olhou espantado e comentou, nossa, se eu falar isso na frente da minha mulher ela me bate. entendo que é uma convenção, mas é estranho: a mulher imagina que o cara acha que só ela é gostosa no mundo inteiro? ela acredita nisso, ou se deixa enganar? ela quer um cara que a ache gostosa, que aprecie isso nela, mas só nela? e ela acha que isso é possível? no que o fato de ele reconhecer que outras mulheres são também gostosas atrapalharia o relacionamento dos dois? ainda mais no caso de alguém que ele sequer conhece e provavelmente nunca vai passar nem perto – e que é, notoriamente, uma gostosa. e a mulher do cara, no caso, não acha mais ninguém gostoso? ou acha e sente culpa e tenta ignorar? ou quando é ela que acha, tudo bem, só o outro que não pode? ou ela se engana quanto a isso também, achando que nem ela nem ele vão nunca perceber beleza em mais ninguém a não ser um a do outro? e por que cargas d’água isso seria o ideal?
eu tenho a impressão de que muitos casais resolvem essa questão delicada com um acordo tácito: até se fica com outras pessoas, desde que acobertando ao máximo para que o outro nem desconfie. é arriscado, mas as pessoas colocam o coração na reta porque, como todos sabemos, é bom achar aquela uma pessoa que amamos e de cuja vida participamos, e que por sua vez testemunha nossa vida e a valoriza – e por outro lado, é bom variar o cardápio e flertar e ficar com outras pessoas também. Mas aprendemos que essas duas coisas são conflitantes e que devemos fazer essa escolha ingrata: ou um ou outro.
daí vira um jogo: grosso modo, eu não deixo que meu parceiro(a) fique com outras pessoas, porque tenho ciúmes – e às vezes nem tanto, mas é assim que funciona -, mas eu mesmo, ainda que o ame e o queira, quero também outras pessoas – no que sou frustrado, porque há o controle do meu parceiro que tem ciúmes, ainda que queira outras pessoas… Via de regra, todo o casal têm que lidar com o desejo que se sente por outras pessoas, externas à relação. Oras, tem gente que não gosta de sexo (é uma minoria, mas acho até que é mais do que a gente pensa) e que não vai ter tesão em outras pessoas, mas tampouco vai ter muito tesão pelo cônjuge também. (pelo que vi, essas pessoas se dão bem se namoram alguém parecido com elas, igualmente de pouca libido, assim o ritmo é parecido e ninguém se sente indesejado ou insatisfeito. a dificuldade, claro, é achar outro desinteressado da coisa mais interessante do mundo.) E, como tem de tudo nesse mundão, tudo mesmo, tem até quem tenha tara em trepar com o parceiro fixo, com o marido ou a esposa. eu desconfio que esses devem ser os maiores pervertidos da história.
mas a organização social da sexualidade dessa maneira específica é contingente e arbitrária; convencionou-se que os casais se organizam em dois, que o tesão e o desejo são exclusivos, que se você está num relacionamento não pode transar com mais ninguém, que o desejo do seu cônjuge por outras pessoas te fere e desrespeita. o ciúmes, mais que tolerado, é enfatizado e até celebrado, como se fosse manifestação de amor! oras, todos ocasionalmente já sentimos vontade de, por exemplo, matar alguém, mas todos sabemos que devemos segurar a onda quando nossos ímpetos homicídas nos fazem imaginar uma bigorna em queda atingir o crânio do janjolão. já o ciúmes, não somos ensinados a controlar, pelo contrário – alguns escândalos por ciúmes são até benvindos. tem homens que se sentem tão à vontade para agir no seu ciúmes que chegam a matar as esposas ou namoradas, no que, não por acaso, se convencionou chamar de crimes passionais – e são legimitados e têm simpatia. mas eu não pretendo entrar em questões de diferenças de gênero nesse post.
só queria dizer que, ainda que pareça fixo, necessário e imutável, essas coisas são negociáveis.

Lu, adorei o post. E concordo com você. Não é porque uma pessoa ama outra que vai igonorar as demais. Haverá sempre uma tentação ou outra na vida do apaixonado. Mas a gente aprende que é errado e que tem que suprimir o desejo. Complicado. Agora, pior mesmo é as pessoas terem ciúmes dos famosos! Isso é ridículo,., Eu sou do tipo que pego revista de mulher pelada e se acho que meu marido vai gostar de alguma foto , vou e mostro para ele. E comento com ele tb quando acho algum famoso gostoso.
Mas eu sei de uma coisa seria mesmo muito mais fácil se a gente ficasse cega de paixão por uma única pessoa o resto da vida. Mas não é assim. Só nos contos de fadas que isso acontece.
Beijinhos
seria muito mais besta, essa vida… rs. ainda bem que a gente é mais rico que isso, o mundo fica muito mais divertido!
beijos, marion!
Falou tudo o que eu sempre pensei. E já discursei muito. Mas eu falo demais e acabo sendo redundante; você, não: foi linda. Esse sentimento de traição é a coisa que mais me incomoda. Eu ia começar a falar aqui, mas, putz. Se vocês quiserem saber a minha opinião sobre o não amar/desejar terceiro, o sentimento de traição e todo o resto… leiam de novo o post. Obrigado, Lu.
oh, que graça, você! obrigada, obrigada.
as perguntas do post são sinceras: eu realmente não entendo essas coisas. não faz sentido… da onde veio isso, né? gente.
sempre bom ver que tem mais gente no mesmo barco :)
A sociedade praticamente nos “impõe” a monogamia, pessoas que pensam de uma forma diferente, caso exponha seu pensamento em público é ridicularizada, ainda mais se for mulher.
Tão bom seria se pudéssemos, fazer tudo aquilo que nos der na telha referente a vida sexual, sem ser julgado preconceituosamente.
Eu sou ciumento, mas muito pouco, ao contrario da minha companheira, que se eu olhar pro lado ja tem encrenca, amo-a demais, por isso estou com ela até hoje, mas sinto muito desejo de me relacionar com outra mulher. E infelizmente ao contrario do final do post, isso não é negociavel com ela.
ah, não é negociável com todas as pessoas sempre, mas é negociável a princípio… pena que sua mulher não aceita conversa. como mulher, realmente, é mais difícil falar sobre isso – mas tudo bem, não precisamos falar sobre…
eu tenho a impressão (e é impressão minha, não sei mesmo o quanto isso é fato, digo só pensando nas mulheres e homens com quem eu me relacionei) que os homens são mais dispostos a flexibilizar a exclusividade nos relacionamentos amorosos. aliás, já conheci tanto homem que não só não tinha ciúmes, mas tinha tara de saber que a mulher dele transa por aí… hahahah
com esses é que é bom de ficar :D
Que texto lindo, Lu.
Amei mesmo. Nem tenho nada pra comentar, só queria dizer isso.
obrigada! é bom saber, ainda mais vindo de você.
Verdade… talvez um dia ela mude de idéia, mas acho bem dificil pois ela é extremamente ciumenta, certa vez ela disse ser possivel no maximo transar em um lugar com outras pessoas transando tambem, porem logo voltou atras falou que não suportaria ver outra mulher me olhando, ainda mais no ato.
Nossa… tara de saber que a mulher transa por aí é demais hein!
Queria eu ter uma mulher com tara de saber que eu to por aí transando com outras… cada uma! he he he he
hah, eu não tou me lembrando agora de mulher que tivesse essa tara, mas homens, vários. acho que também porque tem o fetiche com a figura do “corno”, sabe, a humilhação… é terreno fértil pra brincar com isso. com mulher é diferente, a figura da mulher traída e a do homem traído é diferente no folclore popular, por assim dizer. mas conheço várias mulheres que simplesmente não se importam que o parceiro transe outras, é indiferente. ah, pra mim, não é indiferente, eu gosto de saber de tudo e me delicio com os detalhes, hahahah. dá uma boa pimentinha na relação. mas não imagino como seriam as coisas se eu mesma não gostasse de transar com mulheres.
Então. O que mais me incomoda nisso tudo é que o Direito, sempre ele, está a favor dessa coisa toda. Eu me espanto toda vez que abro a página do código penal no artigo 235: Bigamia. É crime. Dá cadeia de 2 a 6 anos. Eu até ia relativizar e racionalizar o negócio, dizer “mas é só quando se casa duas vezes”, mas a existência desse artigo no código penal — e não no civil, que regulamenta a Família, instituição sagrada do mundo atual, berço de muitas das nossas encrencas hoje em dia, o que seria mais lógico — representa muita coisa, né não?
o direito é super careta. demais mesmo. parece que as leis são a tentativa de por a moralidade no papel; às vezes até é legal, mas tem muita asneira. no post anterior mesmo, sobre aborto, tinha já esse papo.
eu tava vendo outro dia mesmo:
http://www3.dataprev.gov.br/sislex/paginas/11/2002/10406.htm#PE_L4_T1_SBT1_CP1
vê lá no CAPÍTULO IX, Da Eficácia do Casamento:
“Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
I – fidelidade recíproca;
II – vida em comum, no domicílio conjugal;
III – mútua assistência;
IV – sustento, guarda e educação dos filhos;
V – respeito e consideração mútuos.”
parece piada. fidelidade e respeito e consideração mútuos? cada um tem o seu conceito do que seja isso, oras – ou “fidelidade” é apenas não transar com outras pessoas? aí é pé-na-jaca. E que porra é essa de ter que morar junto? isso vai do casal, tem gente que prefere morar separado – e aí? bah. é bobagem.
Falo por mim epor minha experiência, no meu caso, a criação nos ensina a monogamia e o casamento consolidando e como a máxima do que pode ser ofertado como demonsração de amor e afeto (englobando-se ai a ëscravidão do sexomonogamico tambem)
São elos tão enraizados em grande parte das pessoas, que acaba na tal estorinha eu finjo que é assim voce finji que acredita, feinho, ruizinho, sim, mas a força que isso ainda exerce é enorme.
Uma grande pena, porque no amadurecimento e gente vai percebendo o quanto é possível encontrar pessoas que somos capazes de ama-las e deseja-las, junto, ou separadamente, o quanto isso é sincero e bom e não transforma o que existe em falso e ruim, mas que pela impossibilidade de admitir , sem essa escolha que vc cita tão bem ou um ou outro, apaga-se o brilho do existente e te faz desejar com mais força o novo que se apresenta.
Puf! Puf! dificinho né dar um fim conclusivo ao raciocinio.
Na minha opnião mais um TABU que a passinhos pequenos vai sendo rompido através de discussões e reflexões como esta, muito, muito bem exposta.
Porque a facilidade de “aceitar” o ruim mata-se por amor, nào é meu exclusivamente não vai ser de ninguem, mas tanta dificuldade em aceitar que bom não esta concentrado em um só sabor.
Mais uma que quero ver melhorar antes de eu crescer.
Beijinhos
é, o post ficou sem fim! eu fui escrevendo e quando vi que tava desviando do assunto, achei que acabou…
quase todo o mundo tem isso “de criação”, o bom é que a gente cresce e não fica restringido a isso, como você falou mesmo. e um dia a humanidade cresce e começa a aceitar melhor que cada casal tem sua dinâmica, invés de pressupor e impor que todos sejam desse mesmo velho jeitinho de sempre – que não é!
beijo beijo
Nem comento! :PPPP
Beijos!!!
“tem até quem tenha tara em trepar com o parceiro fixo, com o marido ou a esposa. eu desconfio que esses devem ser os maiores pervertidos da história.” Não entendi, de verdade…ela e eu variamos o cardápio também. Não costumamos fazer separados, mas variamos, rs…beijo!
– anônimo,
rs :P
:*
– andré,
ué, me refiro às pessoas que têm tara mesmo é em trepar com a mulher ou o marido. ou @ namorad@. entendeu? tem gente que invés de sonhar em comer o outro, sonha em comer o próprio mesmo hahahaha
variar o cardápio junto é a melhor coisa ;)
beijo
Concordo em gênero número e grau.
Sinto muito tesão em outras mulheres, acho que não teria problemas na minha mulher com outros, mas sem chance em falar isso com ela.
Ela é bem possessiva.
Mas aos poucos acho que to dobrando ela.
Já fantasiamos outra entre nós. Espero que vire realidade!!!
Mas quero ressaltar que, como você, não entendo o porque do meu tesão por outras desqualificar o meu amor pela minha mulher!
Amo e muito ela, quero passar o resto da minha vida com ela, mas ela não é a única gostosa do mundo, logo tenho sim vontade de ter outras, de transar com outras, mas nenhuma delas fará com que eu ame menos a minha, mesmo se ela for incrível na cama!
O amor não é SÓ por causa do sexo, conta, mas todo o resto também….
Ai essa sociedade tá bem bagunçada………
pois é, como é que isso é excludente, como o desejo por um compete com o desejo por outro? se eu encontrar o tonto que inventou que isso vale pra todo o mundo, juro que dou uns tabefes no desmiolado.
Eu leio o blog há tempos mas nunca tinha comentado, acho que por que as idéias já ficam sempre tão completas, nem tinha o que dizer. Mas nesse post, nossa, eu tinha que falar que a identificação é máxima. Alguém acima disse, e eu passo pela mesma situação: sempre que tento explicar esse sentimento de ‘não-obrigatoriedade’ da monogamia e do desejo que parceiros sempre sentirão por outras pessoas, me torno redundante ou não clara. Mas o teu texto tá perfeito, cara. Apesar de eu não ser (e provavelmente nunca vir a ser) uma adepta da poligamia ‘com condições’, a ideia da monogamia absoluta e sem nenhum debate também me parece absurda.
Bjos e continua escrevendo assim! ;)
Ai, Lu, eu te invejo… E sabe porque? Porque sei muito bem como funciona essa dinâmica toda, mas infelizmente não tenho saúde mental pra suportar meu marido com outra mulher.
Ele também; é tão possessivo quanto eu, se não for pior.
O ruim é que os desejos estão aí, e somos inteligentes o suficiente para reconhecê-los; só que ficam escamoteados.
Eu não me relacionaria com outra pessoa às escondidas porque iria me sentir muito mal, por mim e por ele.
Se um dia amadurecermos nesse quesito, quem sabe…
Beijos gostosos procê
=***
Lu eu quem não consegui achar um final pra minha linha de raciocinio, rs
O Post foi concluído fantasticamente, sem um ponto final, mas com uma dinamica aberta para reflexão o que particularmente me Apetece porque suerpreende a gente mesma!.
– sayo,
obrigada – e que legal que você comentou. a melhor coisa do blog é esse diálogo nos comentários, sinta-se sempre à vontade pra dar seus pitacos. bom saber que você se identificou com o texto!
:*
– vanessa,
ah, mas não é saúde mental… eu acho que é legal problematizar que o que é saudável é ficar com uma pessoa só e não ter nem vontade de mais ninguém, nem olhar pros lados, sabe? mas definitivamente eu jamais diria que o saudável é ter relacionamento aberto, hahaha. confesso que tem uma coisa que eu acho mesmo questão de saúde (mental, como você colocou, ou do relacionamento, enfim), que é isso de não ter disposição de sair com outras pessoas sem o outro saber. mas eu conheço casais que adotaram essa dinâmica e se dão bem dentro dela, também. então, enfim, cada causo é um causo, e cada um com o seu cada um, como dizem… rs.
beijão!
– quietinha,
querida, obrigada! é que eu fiquei na dúvida se publicava assim porque ficou sem conclusão, fui escrevendo e uma hora deu, sabe? mas post é post, uma das coisas legais é que é só um texto pra jogar uma ideia mesmo, não precisa de muito e vale tudo :D
beijos :*
Olha amei esse texto. Até pq eu sou um típico caso q pensa q amor deve ser conjugado no plural, pq não? Td bem q sexo não é tudo, mas p mim é quase 90%…kkkk
Eu por exemplo entendo bem o q vc quis dizer com “ritmos” diferentes. Meu primeiro marido e eu tinhamos ritmos diferentes e qdo isso ocorre numa relação, alguém fica no prejuízo, fica infeliz.
Como eu vim pra esse mundo foi pra ser FELIZ, resolvi dá um basta. Daí qdo resolvi me separar p resolver essa “falta”, todo mundo me chamou de louca. Afinal eu estava largando um marido fiel, amoroso, rico e perfeito. (pelo menos aos olhos da sociedade)
E infelizmente o foda é q vivemos em sociedade e quer queira quer não, somos muitas vezes “forçados” a agir como manda a regra da maioria, (ou monogamia digamos assim)sem questionar e correndo o risco de ser apedrejada por alguma ousadia contrária a isso. Por isso q alguém já disse q “É penos conviver com os desiguais!” Eu concordo plenamente com isso.
Hoje eu casei de novo com alguém como eu, q foge os padrões, se podemos chamar assim, temos um casamento feliz, onde existe lealdade e não necessariamente fidelidade. Até somos fiéis sim, mas não como uma obrigação, ditada pela norma da boa conduta, mas sim quando não nos sentimos atraídos por mais ni´nguém q nós mesmos. E por mais estranho q pareça, agora q tenho um casamento onde tudo é permitido, eu nem me sinto mais tão atraída por outro além do meu marido. E ele também diz a mesma coisa. Ou seja, parece q só pq é proibido a gente quer fazer, qdo passa a ser liberado parece q perde a graça…Vá entender as pessoas né? kkkkk
hahaha, é verdade, isso é até um clichê, que proibido é mais gostoso! mas acho mesmo que quando você pode conversar livremente com o parceiro sobre tudo, e fica à vontade com ele invés de sentir que é uma parte da sua vida que te faz abrir mão de outras coisas, isso aproxima demais e a gente perde mesmo o interesse no mundo externo à relação. eu sinto isso também com maridão.
Sua pervertida!!! hahahaha
Bom texto Lu!
hahahahahahahahahahhaahahaha
né? ainda bem que não sou só eu hahaha
:*
tem coisas que eu acho difícil de comentar pq além de a gente conversar a respeito, eu sempre acho que vc é definitiva. Aí eu venho aqui e só aplaudo. Super pobre, essa minha participação. Mas é assim que vai ser, hoje.
(nas minhas mãos tem tinta roxa, branca, lilás e vermelha. Ainda hoje terá um verde claro tbm… eu amo pintar paredes coloridas!!! :)
:***
ah, eu me sinto muitas vezes no seu blog assim, sem ter nada pra comentar, só babar mesmo, haha. o lance é que as questões do post não são retóricas, são sinceras – eu falei que sou tonta, não consigo entender o que é *óbvio* pra maioria das pessoas. Tou louca pra ver fotos dessa casa “arco-íris de energia”. aqui em casa, qdo vc vier vai ver, a sala tem paredes verdes, e lustres roxos :) adooooro. mas já faz anos e até hoje ainda não pintamos os batentes das portas…
:***
[momento jabá]
quem quiser conhecer um blog dum cara q tem “tara em saber que a mulher transa por aí”, é só visitar o meu, hahaha…
[/momento jabá]
na verdade, esse é um fetiche até q bastante comum. lá no blogroll do meu bloguinho estão relacionados muitos outros blogs com o mesmo tema. isso sem falar nos sexlogs da vida, q tb são vários! Em inglês, o termo é *cuckold* ou *hotwife*, é só googlar…
seu post tá perfeito, dona Lu – aliás, como sempre!
não tenho muito o q acrescentar, a não ser lembrar os versos do velho Raulzito, na música A Maçã:
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter teu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois, existem mais…
Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar…
O que é que quero se eu te privo
Do que eu mais venero,
Que é a beleza do deitar
[…]
ah, lembrei tb de um filme francês que trata com muita delicadeza da possibilidade de alguém amar duas pessoas ao mesmo tempo. o nome é Marie-Jo e seus dois amores.
http://www.imdb.com/title/tt0293401/
assistam, q vale a pena!
beijo,
penso absurdamente parecido com você. tanto que esse assunto (querer todos e ao mesmo tempo querer q o outro apenas nos queira) é o tema da minha monografia.
eu adicionaria que a necessidade de outras pessoas nem é apenas o sexo (pra quem nos chama de pervertidos, rs). às vezes é apenas uma necessidade de conhecer e amar outra pessoa, de estar com outro alguem. se amamos vários amigos, pai, mãe e imãos, não é incongruente termos apenas 1 namorad@?
bem, eu sou totalmente defensora e quase militante pelos relacionamentos abertos ou liberais ou onde pelo menos se converse sobre o assunto! mas, como tudo na vida, cada um sabe onde seu calo aperta.
uma hora eu faço um post sobre isso, mas não agora… rs; fim de período acaba com minha vida social e intelectual. :)
– xxx,
ah! o raul tem umas letras ótimas – essa é mesmo uma das melhores letras de música que eu já vi! diz tudo. até pensei não faz muito tempo de fazer um post só com a letra dessa música, de tanto que eu a acho genial.
o filme não conheço, obrigada pela dica, me empolguei.
cara, a gente fica meio apagado, como se não existisse, com esse lance de se achar que todo o mundo é daquele mesmo jeito que todo o mundo deve ser. tem muita gente que convive comigo e com o maridão que não faz nem ideia de que temos um jeito minimamente diferente de se relacionar – assim como acontece com muitos outros casais… todos supõem que as coisas são como são e é assim que são, e se ignora que tem quem seja diferente no mesmo movimento pelo qual se cobra que as coisas sejam assim… ih, acho que tou confusa, morrendo de sono já. sei lá, queria dizer que não é tão pouca gente assim que está com Raul nessa!
:*******
– ana e.,
oh, que legal o tema da sua monografia, rs. eu não acho que seja apenas para o sexo – aliás, acho que essa linha não pode ser muito bem traçada; até que ponto é apenas sexo, até que ponto há ou não há vontade de sexo ou de outras coisas no desejo e tal. penso isso mesmo: uma mãe pode amar vários filhos, etc etc, mas entre amantes a relação tem que ser exclusiva… qual o sentido! rs.
te entendo, fim de período compromete mesmo!
boa sorte!
Post de ouro… Favoritado já..
Sinceramente nem consigo acrescentar algo, descreveu o que penso de uma forma que nunca consegui explicar..
Por agora so lamento a maioria das pessoas nao terem a mente aberta desta forma.
eba, que bom! :)
é… acho uma pena as pessoas que vivem pressupondo que o mundo é do jeito que elas acham que é, sem nem desconfiar de que ele é grande, maior que elas… rs
:*
Resumindo uma resposta,
entao, a pessoa q escreveu isso se baseou numa teoria de psicologia social, espero eu. Vamos aqui entrar no merito da sexualidade, de onde surgiu a moral, normas de conduta, como a primeira lei, a do incesto, tudo isso e necessario para a convivencia do ser humano em sociedade, nao estou defendendo nem condenando nada, quero deixar bem claro. O ser humano se cansou da repressao sexual e acho q foi pela decada de 70, me corrijam se estiver errado, e se manifestaram, pregando o sexo livre, o sexo pelo sexo, acabando c as normas morais da epoca, e hoje em dia continua sendo assim.
Na luta pela liberdade, tanto a sexual, quanto qualquer tipo de liberdade as pessoas perdem a segurança, tanto emotiva, afetiva, sexual, fisica, enfim, todo o tipo de seguranca que antes consegiu com as normas morais que funcionam quase como uma cosmovisao que vai guiar vc na sua vida.
Somos seres que buscam o sentimento, a liberdade pela liberdade, porem isso nao pode ser assim, e tambem pelas normas morais, pelas leis q tornamos os atos animais em atos humanos, que nos controlamos, como foi dado o exemplo de ter vontade de matar alguem e saber que nao pode.
Hoje em dia com a industria do sexo, nao entendam industria do sexo só como material pornografico, refiro-me a tudo que esta ligado a isso, as propagandas de cerveja q mostram mulheres esculturais nelas e coisas desse tipo, vou me ater ao assunto para n divagar dmais. Somos bombardeados com milhares de informações, e dentre essas informacoes, muitas delas sexuais, e isso nos faz perder essa capacidade de sentir, ficamos hipotonicos, nao mais hipertonicos como deveriamos ser, as coisas ficam banais.
Eu defendo a monogamia pois assim achamos muito mais graca nos nossos parceiros, sentimos muito mais, muito mais prazer. Agora, se aparecer a vontade de ficar com outra pessoa, conversa com o parceiro para poder saber se ela e de comum acordo.
A comunicação é SEMPRE o método mais respeitoso, porque vc expoe suas ideias ao seu parceiro e ele expoe as dele, cabendo vc a respeitar a vontade de seu parceiro ou nao, parceiro aqui me refiro ao sujeito, tanto masculino quanto feminino.
Deixo aqui minha opiniao sobre esse artigo.
eu não tou defendendo um estilo de vida pra humanidade; por mim, você pode ser o que quiser – e se quiser ser monogâmico já conta com a benção antecipada do mundo. você diz: “tudo isso é necessario para a convivência”, mas não é necessário que seja assim, pode ser diferente. a organização social da sexualidade não precisa ser de uma maneira determinada – e a organização de cada casal é sempre particular.
e lu, acho q vc n leu tudo o q eu escrevi, se leu nao entendeu
É bom demais saber que não estamos sozinhos no mundo!
Também penso assim, e penso que esse é um relacionamento mais verdadeiro e comprometido, (apesar de não ter encontrado ainda uma pessoa pra conviver nesses termos – o que torna essa opinião um belo de um chute). Você se compromete a ser inteiro para a pessoa que você escolheu dividir a vida, e na minha visão isso é muito mais corajoso do que um “acordo de cavalheiros” do tipo, vc trai e eu finjo que não sei.
Passar uma vida inteira sem ter tesão por outra pessoa… Ô, hipocrisia! Sem falar em torcer o nariz pra possibilidade de trazer pro relacionamento a dois diferentes prismas e cores novas.
Repito: é bom demais saber que não estamos sozinhos…
Beijo!
oi, dazinha
é, pra mim também, eu acho mais sincero e fico mais à vontade. eu conheço casais que vivem super bem nesse acordo de cavalheiros, mas pra mim é um mistério; eu jamais conseguiria, não me sentiria bem nem por mim nem pela pessoa. mas o legal é isso: é tão diverso o jeito como cada um lida com essas coisas, e mais ainda, cada relação acaba tendo sua dinâmica própria. só questão de tempo, acho, você esbarrar em alguém que queira, como você falou, conviver nesses termos ;]
beijo!
Adorei o post! Concordo também q fugi ou divergir da norma acaba por nos colocar no espaço de insegurança e pior de co-responsabilidade para a criação e manutenção de novas regras a serem estabelecidas pelos parceiros. Para mim é mais q evidente a diversidade do ser humano mas ainda temos dificuldade em operacionalizar isto.
é. e veja que tem que se encaixe no modelão dado, e tem quem não – e aí fica foda, mesmo, porque sofre mais tentando viver segundo normas que não tem encaixe de jeito maneira. e o modelão prevê que as pessoas funcionem igual, mas cada um sempre funciona do seu jeito único e estabelece uma relação única com ele e tal.
:*
hahahahahahah
eu tenho absoluta TARA pela Su, fixação, taradice mesmo, gulodice sexual, tesãoZÃO…
bem que achava isso com um gostinho de perversão.
hahahah
Bjs, Lu
L.
ai, super pervertido. morrendo de tesão na própria esposa, e tantos anos depois… eu nem comento. seu indecente!
;)
muitos beijos, aos dois :*
[…] relendo um post antigo da Lu e pensando… sabe que um tipo de pessoa com quem eu jamais me relacionaria seria aquele que […]
Eu acho engraçado essas pessoas defenderem a poligamia, se acham a monogamia tao errada, porque ter alguem fixo?? casinha, papagaio, almoçar com vovô de domingo?? porque esses relacionamentos abertos, tem o msm molde? pq dormir todo dia com alguem? Vcs nao querem ser livres? Sai trepando com td mundo q vc tenha vontade e depois volte para casa sozinha!! Mas vcs nao querem isso, querem sempre ter o melhor de 2 mundos!!Para ter algo deve-se abrir mao de outra coisa.
eu acho engraçado essas pessoas acharem que só pode haver amor no mundo se for nos moldes que elas mesmas são capazes de entender e autorizar. e acho engraçado povo achar que pra ser feliz tem que sofrer.