o que eu mais gosto no buck angel
por lu
a cada entrevista que vejo com o buck angel, o adoro mais ainda. ele ser o ator pornô mais delicioso que existe é questão de gosto, mas é fato que ele desafiou a tudo e é pioneiríssimo no que faz. até hoje não tem outros homens trans na pornografia, e olha que, como ele disse, a pornografia tem de tudo – inclusive muitas mulheres trans. mulher com pinto estamos acostumados a ver, mas homem de boceta? só o buck se expõe enquanto homem com boceta. adorei essa entrevista, especialmente essa primeira parte:
eu acho que homens como eu são muito noiados com as suas xoxotas, e eu tenho muito orgulho da minha xoxota, eu não tenho nenhum problema com a minha xoxota, minha xoxota é parte de mim. ela não me torna menos homem. eu estou bem com quem eu sou, e eu sou um homem, e não importa pra mim se eu tenho isso; não é isso que me faz um homem, ou que faz de qualquer outra pessoa – o pau, a boceta, não é isso, isso não faz de ninguém quem a pessoa é. particularmente, eu acho que é o que está na sua cabeça. e se você quer ter peito, ou xoxota, ou que for que você queira ter, é totalmente uma coisa sua. e eu só senti que, pra mim, eu estou muito confortável com o que está da minha cintura pra baixo, lá, e eu não precisei fazer uma cirurgia de pinto. eu acho que nós somos ensinados, na sociedade, que precisamos ter um pinto; era muito difícil, é muito difícil entender isso, pra maioria das pessoas. elas estão tão focadas no que você tem entre as pernas.
os estados unidos é tão negativo com sexo, é tão difícil pra mim trabalhar nos estados unidos, porque as pessoas têm a mente tão fechada pro que eu estou tentando mostrar e sexo é, todo o mundo faz sexo, todos nós ficamos excitados, todos queremos trepar, não importa a situação [de cada um]. e eu não posso acreditar como as pessoas têm a mente fechada por aqui. E então tem uma outra coisa, em ser transgênero, em odiar totalmente o seu corpo… muitos trans têm muito ódio dos seus corpos, e eu gostaria de mudar isso – eu acho que eu estou mudando isso. caras, garotas, estão saindo e falando, não importa, eu estou confortável com o meu corpo, e isso é tudo o que importa – eu tou cagando pro que as pessoas pensam do meu corpo.
isso não é boceta… não tem cheiro de boceta, não tem gosto de boceta; é a boceta de um homem. totalmente diferente. [ian harvie diz:] Eu tenho boceta, mas eu identifico como pau. não importa como, você sabe, você pode chamar do que for, mas é o meu pau. [buck angel:] Claro. e tudo bem – eu digo às vezes quando eu vou trepar, sabe, é o meu pau, especialmente se eu ponho uma cinta e como e é, sabe, meu pau, e a xoxota não parece feminina pra mim. não parece feminina quando eu digo, minha xoxota. não parece, parece masculino, é minha xoxota masculina. [ian harvie:] o que é importante nisso é que é a sua linguagem.
essa parte I eu vi no maravilhoso genderfork; tem no you tube a parte II e a parte III. Essa discussão, e a questão homens trans/ mulhere trans, é interessante também por deixar claro que as mulheres não são ensinadas a gostar das suas xoxotas como os homens são ensinados a gostar dos seus pintos. eu tenho pensado em como se pode mudar isso, a promover a xoxota como algo gostável e a incentivar as mulheres a amarem também as suas bocetas. e vejo a pornografia como uma chave importante nisso.
Mas o que eu mais gosto no buck angel é que, veja: os transexuais estão na parte mais vulnerável e sujeita a violência da comunidade lgbt. existe um ódio profundo voltado a eles, e são alvo recorrente de crimes violentíssimos. quem está atento e procurar (porque não são sempre divulgados, nem muito divulgados) vai perder todos os cabelos da cabeça de tanto ver notícias como essa: o cara pediu a namorada em casamento, ela negou, aí, por algum motivo, ele descobriu que ela tinha nascido homem, e a matou com tiros na boceta e nos peitos. e, como acontece nos crimes por preconceito, as pessoas identificam na vítima a provocadora do crime, como se ela tivesse merecido o crime, pedido por ele, o desencadeado; a culpa é dela, não do assassino. ele tinha o direito.
o buck angel pode estar num meio privilegiado, mas não está imune a nada disso; ameaças e hostilidades estão no seu cotidiano, desde as mais graves e assustadoras até as mais banais, que envolvem um desprezo/ nojo/ escárnio na fala que pode até passar desapercebido pra quem sempre esteve no “lado certo” da linha, mas que é bem comunicativo pra quem sabe o que é tentar viver uma vida que é dita impossível – evidente mesmo em algumas entrevistas a ele. E, apesar de toda a força opressiva que essas agressões, maiores ou menores, têm, ele vive para além delas, sem que elas tomem as rédeas. ele construiu pra si, nele próprio, na sua própria existência, um âmbito no qual é não só possível viver como um homem trans, mas é possível uma vida boa, e boa de ser vivida, enquanto um homem trans. e ele é então esse homem gostoso, tranquilo, desenvolto, que se ama, se cuida, gosta de viver e de transar e de se relacionar e cuja existência já é uma afronta, em si e por si, a tudo o que os agressores dizem e pregam e impõem. e nisso, ele nos dá uma lição de como lidar com o preconceito, e do que pode ser feito contra ele, numa esfera pessoalíssima, e no entanto bastante efusiva. porque é uma existência absolutamente pacífica, e ainda assim desafiadora, numa sociedade que diz que aquilo não pode existir, que você não pode existir assim e ser amado, ser digno de amor humano – e o fato de ele existir e se amar e se colocar naturalmente como tão digno de respeito quanto qualquer pessoa é a coisa mais sexy e sublime e inspiradora de amor que eu posso pensar.
por isso, ver o buck angel falando me emociona; ele nos ensina – a todos, e especialmente aos que se veem alvo de algum preconceito, no lado “errado” (bonito é ser assim, e você é assado) que é possível, é viável, viver bem assim, do jeito que se é e que a sociedade insiste em dizer que não. que essas falas que nos colocam como o “errado” podem ser elas mesmas problematizadas e questionadas.


Num mundo tão obcecado por rótulos — com os quais se busca aplacar a angústia do não saber, entendendo que eles criam fronteiras (mesmo que imaginárias) onde (supostamente) “o que sou” e “o que não sou” ficaria bem definido, delimitado, e eu estaria “a salvo” —, ver o Buck criar mal-estar naqueles que têm tudo muito organizadinho sobre o certo e o errado, o bom e o ruim, o aceitável e o inaceitável, perceber como sua simples existência passa por cima desses rótulos, esmigalha-os com um simples sorriso, é muito bom. Conheci esse cara através do teu blog, e que hoje ele seja uma referência importante para pensar algumas questões sócio-culturais eu devo a você.
Bjs
e me impressiona que até hoje ele é o único. os homens trans ficam reclusos – está começando a aparecer uns vídeos amadores de homens trans transando, o que eu credito totalmente ao buck, mas sempre em close; eles não mostram o rosto. aí a gente vê também a dimensão da coragem dele, o seu ineditismo. eu sou tão grata pelas portas que ele abre, o acho uma grande figura do nosso tempo.
beijo
a gente vê também a dimensão da coragem dele, o seu ineditismo. eu sou tão grata pelas portas que ele abre, o acho uma grande figura do nosso tempo.
Certamente, Lu. E o que gosto nessa nossa conversa sobre o Buck é que ela não influenciou a minha relação com a indústria da pornografia mais “tradicional” — que continuo considerando mais misógina do que gostaria —, mas me permitiu enxergar outras perspectivas sobre ela, que eu não conseguia ver em função do fastio que a repetição dos clichês gera em mim. (Clichês análogos ao que vc mesma já apontou, por exemplo, comparando a performance nos filmes com transas lésbicas, mulheres que parecem foder mais com a câmera do que entre si, e sua diferença em relação aos filmes gays.)
legal. realmente, como bem disse o buck na entrevista, pornografia tem de tudo. eu tenho assistido bastante pornografia desde o início da minha vida adulta, e posso dizer com bastante segurança que a variedade só tem aumentado, e os clichês têm perdido espaço. a coisa tá se sofisticando ;)
Toda vez que vejo o Buck, lembro de um post que fiz com ele no DBB. Uma pá de idiotas fizeram questão de comentar que era uma foto fake. Opinião técnica ou isso também fica na conta da confusão que ele causa na maioria das pessoas?
Infelizmente ainda somos julgados pela aparência ou pelo comportamento. Aquele que não sabe quem é Buck Angel diz “legal esse cara, boas tatuagens, bigode, acho até que eu pegava”. Isso até ele tirar a calça. Aí tudo complica, foge do estabelecido, dá um curto nos neurônios de cabeças focadas na imagem, no politicamente correto, no padrão. As maiores atrocidades contra a humanidade foram cometidas por pessoas preocupadas com esse tipo de padronização, só para lembrar.
Beijos, Lu.
Enfil
é, a pessoa é tão ingênua e preconceituosa e tapada que realmente acha que é impossível existir alguém assim, já vai logo dizendo que é montagem e “aquilo” só pode ter sido feito no photoshop. isso tá pertinho pertinho dos que falam que ele não pode existir e tem que morrer… -.-
beijo beijo.
Sempre que posso visito teu blog, adoro o que e como você escreve, mas confesso que detesto comentar(timidez), só que dessa vez tive que passar por cima disso.
Já conhecia o Buck há muito tempo, mas no início (quando ele só fazia fotos) imaginava que ele era uma butch. Só depois entendi que ele é um homem, gay, “with a pussy”.
E isso só vem complementar várias questões que fazem parte de mim, do meu trabalho e da minha vida: o que é um homem e o que é uma mulher, o que define, o que separa, o que diferencia o gênero? é a personalidade? anatomia? costumes? o quê?
Porque toda a classificação homo/hetero/bi/trans/pan passa por essas questões.
A identificação de gênero é uma das coisas que mais me fascina, e sonho com o dia em que mais pessoas pelo menos parem pra pensar nessas questões, e deixem de repetir velhas ideias e conceitos, como papagaios de pirata.
Então, iniciativas como a sua, pensamentos como os teus me fazem crer ainda na humanidade, risos.
Desculpa, só pra corrigir… logo no início achei que o trabalho dele era com mulheres, mas só depois vi que ele trabalha na indústria pornô gay, com homens.
Não me referia a identificação dele (persona) e sim ao personagem Buck Angel, ao ator.
ai, que fofa, obrigada. é um incentivo muito gostoso quando alguém comenta aqui e eu vejo que tenho interlocutores, sabe?, que não estou falando sozinha. então, que bom que você venceu essa timidez de comentar ;)
pois é, a pornografia dele é com homens gays, que parecem ser o público-alvo declarado dele, mas contra as expectativas o sucesso que ele faz é bem abrangente. buck é foda!
Eu vi esses dias – e vou tumblar logo logo – um cartaz de uma campanha contra homofobia na frança, e basicamente dizia que a vida da menina lésbica da foto era menos complicada do que o preconceito contra ela em si. E eu achei lindo. Dar essa dimensão de descomplicação da vida das pessoas que estão desse “lado errado”. Porque não tem muito o que especular, tentar entender, classificar onde começa e termina o sexo, o gênero, a orientação sexual, o que é inato o que é adquirido. Eu li a fala do Buck nesse ritmo acelerado, empolgada com a xoxota masculina dele, com essa firmeza da própria existência que coloca em xeque qualquer conceito fixo sobre identidade sexual que existe por aí.
Gosto tanto, mas tanto, de pensar que tudo neste mundo tem matizes, e que as pessoas podem se construir em cada pequeno detalhe, que não há nada que não possa ser ressignificado, nem uma xoxota, que é o símbolo máximo da natureza e da vontade divina. Amo o corpo do Buck, amo como esse corpo cala a boca de gregos e troianos no que tange a sexualidade, como o Buck exerce sua masculinidade, sua liberdade, sua existência – com tranquilidade, com prazer, sem nenhum traço de concessão.
:***
sem nenhum traço de concessão, exato, exato. ele faz questão de não fazer nenhuma concessão.
eu amei esse cartaz francês da garota que ama garotas mas não ama garotas que não amam garotas que amam garotas. essa tentativa de entender, ela só se faz diante do inesperado, e sempre se conforma a uma série de normas já postas que não dão conta do mundo e dos sujeitos. porque a gente só entende as coisas mediante um esquema de inteligibilidade que não é nada neutro, que não se isenta. não existe essa tentativa de entender o que não causa perplexidade, ninguém quer entender os modelos ideais. não estão procurando, por exemplo, o que causa a heterossexualidade, por que/ como um homem é um homem e uma mulher é uma mulher – essas questões só se colocam com a perplexidade do que sai das normas: porque “este” homem/mulher não se conforma ao que se esperaria dele(a)? E assim elas pressupõem e reafirmam as normas. o buck vira o jogo, ao viver assim, sem abrir concessões; ele problematiza o que se toma por certo, e desloca os termos a seu favor.
Não há nada, nada que não possa ser ressignificado
– adoro o seu jeito de falar as coisas, você coloca com tanta clareza o que eu me esforço pra explicar! vou usar essa agora. :*
ando distante da net de uma forma em geral…mas tropecei nesse video que tu deves gostar, Lu.
http://www.pornhub.com/view_video.php?viewkey=198381742
ja notei que tu, como eu, gostas desses pornôs antiguinhos…mesmo que sejam nosense como esse aê.(ja notou que (quase)sempre tem que ter alguem de fundo…como se nada de mais estivesse acontecendo(ou quase)?
forte abraço…amo teu blog!
hahah, que engraçado o diálogo das duas! “aunt peg, can I see your titties?” hahaha “uuuh, look at the nipple, can I suck on it? Uh, I like it” – e a outra “oh, you are growing up, I can tell…” hahahahahaha muito bom. eu adoro mesmo pornôs antiguinhos, e esse está bem divertido. “that little button, that’s my clit” hahahaha. esses pornôs dos anos 70/80 evidenciam fantasias masculinas, as coisas acontecem de maneira tal que se vê que está na esfera do impossível, que só num filme pornô aquilo poderia acontecer, e nem haveria sentido em tentar fazer diálogos “realistas”… rs. muito obrigada pelo link, amei!
beijo beijo :*
Olha, já era pra ter comentado isso aqui há um bom tempo mas aproveito pra dizer agora (já que estou inaugurando minha primeira internet em casa…) que vem do fundo dos meus bagos: você, ou mais exatamente sua escrita, é simplesmente fodástica!
O que você escreve é normalmente formidável na medida em que faz a gente pensar, refletir, questionar, interpretar. Muda nosso olhar sobre as coisas. É incrível mesmo. Adoro a maioria dos seus textos, especialmente os que abordam as questões de gênero e sexualidade. São geniais.
Pode contar que você tem aqui mais um admirador fiel – e meio que embasbacado rsrs. E também cheio de tesão, muitas vezes hehehehe
Beijos do seu admirador.
ooooooh, que bom! gênero e sexualidade é bem a minha praia, digamos, rs. muito obrigada, jon – fico muito feliz, especialmente de saber que o bloguinho aqui te inspira inclusive tesão. e ó, pode ser a minha bissexualidade falando agora, mas a verdade é que adoro quando a gente se permite se excitar com um escopo mais amplo de coisas ;)
adorei o carinho, obrigada mesmo!
beijinhos :*
Uau. Não conhecia esse cara. Achei tão incrível. Porque dá um nó na cabeça, né? A gente fica se perguntando: “uhm, porque não?”. E realmente, porque não?
que legal que eu te apresentei o buck angel, então! um dos posts que eu mais curti escrever foi o primeiro que fiz sobre ele. sou fãzaça mesmo.
Adoro quando vc posta algo sobre o Buck, descobri ele aqui no ébom… E concordo qdo vc fala da dimensão que a publicidade dele proporciona. É muito importante, pioneirismo mesmo. Acho que poucas pessoas sabem da possibilidade desse tipo cirurgia, as trans femininas são mais conhecidas…
vc viu que filha da Cher iniciou ou vai iniciar o processo de mudança de sexo? http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/06/14/filha-de-cher-inicia-processo-de-mudanca-de-sexo-756335541.asp
vi… e ela já não é nenhuma criança, porque será que demorou tanto? fico meio desconfiada que talvez a cher não seja a mãe mais bacana que um trans possa ter, mas vai saber. e também que né, se você é queer, nos eua, não precisa se esforçar muito pra saber da existência dos trans e tal. ha, talvez um dia ela escreva um livro e conte tudo ;)
Mais um post sensacional, e de rara clareza de idéias
obrigada, caio!
:*
Fiquei surpresa com o Buck. Confesso que não o conhecia.
Mais surpresa ainda pela clareza do cara.
Como somos nós que determinamos valores às coisas, como disse uma amiga acima: “Porque não?”
E olhe que a xoxota dele é graciosa DE-MA-IS!!!
hahaha, graciosa, que palavra mais fofa! acho que ele não ia concordar, ele ia querer dizer que ela é, sei lá, forte, grande, mas graciosa? rs. e eu concordo que seja graciosa. ela é pra fora, né, toda aparecida.
meu, eu adoro a clareza dele, ele é de uma inteligência. acho que tinha que ser, mesmo, pra ser o Buck Angel….
Oh que lindo Lu:
“A Procuradoria-Geral da República (PGR) ajuizou uma Ação Direita de Inconstitucionalidade (Adin) para que seja reconhecido o direito de transexuais alterarem seu nome e sexo no registro civil, mesmo para os que não fizeram a cirurgia para mudança de sexo. A ação foi ajuizada ontem por Deborah Duprat, em seu último dia como procuradora-geral da República em exercício.”
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3888451-EI306,00.html
Eu amo a Debora Duprat!!!
beijos!
meu, eu poderia escrever por anos sobre isso, mas aqui só vou dizer que por n motivos eu acho fundamental isso aí, reconhecer os inters e os trans e dar a eles mais cidadania mais direitos, como modo de proteger e promover o bem-estar de toda a comunidade lgbt, em geral. não é casamento o foco, eu acho, é esse. vamos entender que dá pra ser gente no mundo de diversas formas, e todas são dignas de respeito. Fico tão tão feliz com essa notícia. que legal, legal demais mesmo, e significa muito pra todos nós!
obrigadíssima pelo link e pelo aviso. e três vivas pra debora duprat ;)
beijos!
Lu, antes de mais nada quero dizer que seu blog foi uma grata descoberta. Acho seus posts maravilhosos e aprendo várias coisas, como nesse sobre o Buck, que não conhecia e fiquei impressionada. E ele é esclarecido demais. Eu li uma entrevista no globo que me impressionou muito, ele é mega articulado e a família deu um apoio inimaginável. Ele é sensível e prático, muito legal mesmo. E ele é um gato né? Fiquei super curiosa de ver os filmes dele, eu adoro filmes gays. Os de menina, infelizmente, são muito fakes, se souber de algum que não seja, me fala? E poderia fazer uma listinha dos dele?? Amei o “ela é pra fora, né, toda aparecida”. ahahahhahaha dizem que o clitóris aumenta muito por causa dos hormônios. Bomba também.
é, aumenta mesmo, muda tudo, no corpo. Meu, eu acho ele O gato.
tem vários filminhos curtos dele na internet – no outro post meu sobre ele, que eu linkei nesse post, tem um link pra uns filminhos curtos que ele mesmo disponibiliza num x-tube da vida – que aliás, é o único que tem vários clipezinhos queer e dá pra ver alguns outros homens e garotos trans se mostrando, embora o buck seja ainda o único que mostra o rosto e ganha a vida com isso. checa lá, é legal. mas ele transa com outros homens, principalmente. as únicas mulheres que eu vi transando com ele eram trans também, e rolava aquela coisa dela comer ele com o pinto dela na boceta dele e depois ele comer ela com cintaralho e tal, bem legal. hahahaa o melhor são os diálogos: Então, gata, eu tenho uma surpresa pra você – e baixa as calças e tan-raaan! e ela, Oh, que bom, e eu também tenho uma surpresa pra você – e baixa as calças e tã-raaan!! hahahahahaah.
Eu olho tudo isso e fico me perguntando o porque de tanta gente se escandalizar com a vida alheia… Mas eu também sou tão ignorante nesse assunto GLTB que eu nem tinha me atentado pro fato dos TRANS serem os mais descriminados.
Eu também só conheci o Buck aqui no ebom, e que tesão de homem!!! Pegava ele mole, mole. Ia ficar até curiosa pra saber se ele não tem mesmo cheiro de mulher, como ele diz no vídeo que não tem. hahahahaha
Realmente, como a Lu disse no outro post (no primeiro post sobre ele), não há visibilidade para essa parte da comunidade GLBT. Trans que nasceram homens tem vídeos, estão nas ruas, mas o Buck é o segundo trans que nasceu mulher que eu conhecço. O primeiro foi aquele que esngravidou.
Me espantou muito também me tocar que ele é “o pioneiro”! Minha visão particular da sexualidade é tão vasta que qualquer coisa é permissível/possível, desde que entre humanos adultos e dentro de suas faculdades mentais. O combinado não sai caro. Mas isso também fica num âmbito mais doméstico, digamos assim. Cada um nas suas intimidades, fazendo o que lhe dá prazer.
Mas a grande pergunta que fica na minha cabeça é: é necessário uma representação na comunidade/sociedade pra validar o que eu sou? Eu só posso ser o que sou se houver outros como eu nos filmes, na TV, no teatro, em exposição? Deu pra entender?
deu sim. pois é, ele é foda por isso, porque ele ainda é muito impossível e mesmo assim ele é, entende. foda. tem tanta gente aí reclamando que é uma vítima oprimida por tãaao menos do que isso. quero dizer, se já tem mulher achando que é obrigada a se depilar e oooh como isso é opressão, imagina então o que é viver como um homem. e um ator pornô ainda. e ele faz isso numa boa, você não vê ele focando o tempo inteiro no que tolham dele, no que ele não pode ser; ele foca no que ele PODE ser. no que ele é, no que é possível, ele diz que ele é porque ele pode ser e faz mesmo um pouco caso do discurso violento contra ele. e é aí que tá a força dele, é por isso que ele consegue ser o Buck Angel, e o faz como se fosse natural. ele é uma lição de vida mesmo.
“And they can kiss my ass!” hahahahahahaahhaha Uma das melhores frases da entrevista toda. Acho que agora eu entendi o que você quis dizer. Ser si próprio, em público, e dando a bunda como resposta para que não aceita ou não gosta. Simples, mas tão difícil. É fácil ser a gente mesmo na santa intimidade do nosso lar, mas ser a gente mesmo, por completo, em público? Hum, não, ainda não. Foda.
Bjão.
…”and pay for it!!” hahahaah. exatamente isso: simples, mas tão difícil. essa é a manobra dele, e eu acho que mesmo na santa intimidade no nosso lar não é mto fácil, porque a gente incorpora os outros nas suas demandas por conformação, sabe? aí se cobra e tal. tanta gente por exemplo que não se permite viver como gay, prefere ficar falando mal dos outros que se permitem isso, quando não algo pior… argh.
beijo beijo!
Agora descobri qual é a desse blog. Não é uma imbecilidade feminista, é uma imbecilidade orgística, que contraria os costumes humanos e intrínsecos à esfera comportamental em nome de uns absurdos acometidos a algumas vítimas de defeito de nascença e tais mentes como a sua exploram tais esquisitices em nome de um libertinismo do mais baixo carácter, uma putagem alienística, como se todos fôssemos iguais e etc.
Vergonha, vergonha… o mundo não é assim, acham tal aberração da natureza legal por conta de uma suposta superioridade dele possuir genitália feminina, o que só causa desgosto a todos os homens de bem, que são aqueles que não dão bola às tendências liberinas e alienantes!!!!
Isso já encheu, mas eu comento aqui como um cidadão comum, que não defende dominação das mulheres nos sectores da sociedade como tais seres e não é a favor de liberação total como se o mundo fosse um puteiro gigante, onde a vocação de prostíbulo das mulheres impera!!!! Um cidadão comum, é o qe sou, que venho enviado dos Céus para mostrar-lhes que o MUNDO continua a achar tudo isso uma ABERRAÇÃO!!! Sim, esta é a dura realidade… só no mundinho da porcaria das cidades grandes nos núcleos desocupados da sociedade é que acham isso normal!!! Um bando de libertinos e feministas apoiando uns aos outros, é um facto de união como se fosse escolinha, onde só os amiguinhos conversam, pois na verdadeira sociedade, onde pega-se no batente de verdade, onde plantasse na terra, onde as pessoas são mais simples, isso continua sendo errado. Saibam disso, alienados.
Duvido que exponha meu comentário, que é um soco da realidade nos seres alienados… vais cometer censura, e irás entrar em contradição com toda a “liberdade” que prega. Vá em frente. Quero ver a liberdade de opinião, que só deve servir para os que concordam, né??
esta é uma gravação. após o sinal, deixe seu recado e retornaremos assim que possível.
tu…tu…tu…tu…
E eu leria todos os posts que vc escrevesse sobre esse tema! Adoro sua argumentação. ;)
É muito significativo isso, e principalmente o reconhecimento mesmo sem a cirurgia, isso é fundamental! E eu nunca vi ninguém levantando essa bandeira. d+ mesmo!
Achei o máximo essa Debora Duprat, pena que hj foi o último dia dela! É de pessoas assim que o judiciário necessita! Mil vivas para Deborah Duprat!!!!!!!!!!!!!!
‘Em 22 dias como procuradora-geral, ela desengavetou ação sobre aborto de anencéfalos e ajuizou outros processos polêmicos no Supremo Tribunal Federal sobre a Marcha da Maconha, grilagem na Amazônia e união civil entre homossexuais.’
http://www.conjur.com.br/2009-jul-23/22-dias-duprat-colocou-pgr-favor-gays-aborto-marcha-maconha
beijo!
“A ADI 4.275. Dessa vez, em defesa dos transexuais. “Impor a uma pessoa a manutenção de um nome em descompasso com a sua identidade é, a um só tempo, atentatório à sua dignidade e comprometedor de sua interlocução com terceiros, nos espaços públicos e privados”, afirmou. Por isso, ela quer que o Supremo garanta o direito de transexuais trocarem de nome mesmo sem operação.”
http://www.conjur.com.br/2009-jul-23/22-dias-duprat-colocou-pgr-favor-gays-aborto-marcha-maconha
atentatório à sua dignidade e comprometedor de sua interlocução com terceiros, nos espaços públicos e privados.
meu, que mulher fantástica. fantástica mesmo. que bom que temos, no brasil também, gente inteligente assim desse tanto.
:************
Não dá, Aline. Tantas pessoas são contra isso, que deu linha cruzada na ligação… hahahhahahha!!!!
hahahahahhaahhahahahahahahaahah
hahahahahhahahahahahahaha
deve ter sido engano, então. :D
[…] Buck Angel – Não é o que você tem no meio das pernas que faz de você um homem ou uma mulher […]
Não sei como dizer a respeito…sou homem e gay e acho o buck angel a coisa mais excitante que ja vi,gostaria dele com menos tatoo e um cabelo estilo MELICO.
Só sei de uma coisa… ele\ela é a criatura mais sobria e centrada que ja vi no mundo trans e acima de tudo TESUDO. Acho seu sexo gostoso porque ele usa bem a vagina…ele devora o penis…e pela quantidade de testosterona que tem no sangue deve gozar muito….pois é sabido que o testosterona aumenta a libido e a
lubrificação vaginal….e a deixa maior ,não tem explicação.não sei se alguem se lembra do CHANCE HYDER…Eu nunca saberei se ele era hermafrodita ou não? alias RYDER MORREU EM 1999 DE OVER DOSE…é oque dizem….Com o buck existe uma simplicidade e veracidade de mostrar tudo como é…nunca tive atração pelo sexo feminino.Mais o conjunto de BUCK me da tesão…eu transaria com ele numa boa.talvez por ter um comportamento masculo como o dele ,ele me provoca…é uma unção mitologica de macho com femea…não sei explicar…ele parece um elo primitivo do homem e da mulher.é charmoso ,bem humorado,direto e gostoso pra caramba,gostaria de conhece-lo pessoalmente…se todas as tfm tivessem essa cabeça a gente inventava uma nova modalidade de satisfação…com muitos orgasmos multiplos.
não sei quem é chance hyder… mas o buck é foda mesmo! rs.
isso e esquisito d+
BACK AMEI SUA BUCETA, ELA TEM UM PAU NO MEIO COM A CABEÇA VERMELHA A MINHA NAO TEM ESSE PAU NAO, MEU PAU É BEM COBERTO ESCONDIDINHO SO CRESCE QUANDO MEU ESPOSO CHUPA.
Não tenho nada contra Buck angel mas ele mesmo diz que se sente homem mas como pode se
sentir isto se o que torna um homem, homem são o penis e os testiculos e alem do mesmo ter falado em outras entrevistas que sente atração por homens,não consigo entender estas contradições ,mas cada um sabe de sua vida não é mesmo?