um balanço do #lingerieday
por lu
quem acompanhou a discussão viu os insultos e o linchamento todo que veio de pessoas contrárias ao lingerieday; eu e aline participamos, e com isso fomos chamadas por quem era contrário ao lingerieday de bife, bifão, menina-objeto, vadia, puta, ingênua, patética, burra, simplista, teimosa, tacanha, tapada, retardada, maniqueísta, mau-caráter, insegura, infantil, imatura, aprisionada, escrava; disseram que nós não pensamos, que pensamos com a bunda, que pagamos mico, que dávamos vergonha alheia, que queremos atenção a todo o custo – que nos mostramos em troca de elogios, followers, machos… -, que somos como os racistas que riem de piadas degradantes para negros, que odiamos as gordas e queremos exterminá-las, que somos traidoras do feminismo, mudamos de “lado” e compactuamos com o machismo, que estamos como na “fase de negação” dos doentes terminais, que demos um tiro no pé, que vivemos numa bolha, que estamos na quinta série; insistiram que eu e a aline éramos umas burras, com todas as variantes da palavra e etc, por não estarmos entendendo o fato de que fomos “objetificadas”: como se não concordar = não entender. colocaram palavras na minha boca, dizendo que eu falei coisas que não só não falei como falei o contrário. Também disseram que, ei, não é nada pessoal. Ninguém pediu desculpas, a não ser poucas pessoas que não tinham nos ofendido tanto e que o fizeram nas caixas de comentários daqui e da aline. E até agora tem post, comentários e twitts sendo publicados com ofensas, indiretas e tom ressentido – como se eles é que tivessem sido insultados e atacados.
eu e a aline respondemos, um a um, a todos os comentários que foram deixados. alguns só queriam ofender mais, mas muitos se dispuseram a conversar conosco; a esses, somos gratas, e respondemos e conversamos com todos. pra quem se interessa, recomendo a leitura dos comentários, meus e da aline, aqui e lá (no meu post e nos dois posts dela, onde já foi apontado um sistema de dois pesos e duas medidas que prevalece em nosso detrimento.)
esse blog não é de ontem. pra mim, blog é passatempo, não é trabalho; é pra jogar conversa fora – e eu gosto de conversar sobre assuntos variados; alguns são sérios, outros não, mas nada do que eu já publiquei aqui é contraditório ou incoerente. eu tenho posts sobre, inclusive, racismo; e não acho que esse assunto – racismo, sexismo, homofobia e preconceitos de modo geral – seja leviano, tampouco que possa ser tratado levianamente.
uma das pessoas mais machistas que conheci na vida foi minha mãe; ela é do tipo que não me deixava sair de roupa justa porque, se o fizesse, eu não ia poder dizer que a culpa era do tarado, quando fosse estuprada; eu o estaria autorizando. como se, me masculinizando, ela estivesse me protegendo – e com isso reiterando o privilégio masculino. me dói viver num mundo onde essa figura do “tarado” já tem a princípio a vantagem: ele é livre, eu não; ele tem mais voz, mais visibilidade e mais legitimidade do que eu. Eu retomo aqui um papo de posts antigos meus nos quais eu já escrevi sobre um mundo machista no qual a transa sempre beneficia o homem em detrimento da mulher, para lembrar que os comentários segundo os quais eu e aline somos “attention whores” e estamos mostrando o corpo em troca do que quer que seja, esses sim, são machistas, e me ofendem enquanto mulher, diferente do cara que disse “eu te chuparia toda”. eu não preciso estar negociando algo para transar, flertar, nem mostrar meu corpo. mas quem é machista encaixa toda a sexualidade imediatamente nesse quadro, a-mulher-dá-o-homem-ganha, e cai naquela lógica que confunde xaveco com agressão e sexo com estupro, porque no âmbito da sexualidade a mulher sempre cede, oferece, oferta, e o homem, esse se dá bem. ele existe como pessoa, exerce sua autonomia, é o lócus da ação e da iniciativa, e desfruta. As coisas, felizmente, não funcionam sempre assim – pretendê-lo, e mais que isso, cobrá-lo, é o que o sexismo faz. se eu acreditasse que as relações estão irremediavelmente fixas nisso, que esse relato da sexualidade a esgota, não haveria espaço pra mim no mundo – e a razão de ser do feminismo seria a de tentar abrir os olhos da população pra opressão que ocorre, da qual no entanto não há escape. o feminismo que me sorri acredita que podemos promover mudanças sociais e psíquicas, porque esse relato machista da sexualidade e das relações sociais não as esgota, não dá conta da realidade vivida.
No meu mundo, os conceitos têm uma origem e uma história, que é bom conhecer se você quer trabalhar com eles. o feminismo que eu estudo não trabalha com o conceito de “objetificação”, e nem os que eu critico, com os quais eu dialogo. segundo um dicionário de feminismo, esse termo é usado por um grupo pequeno e específico de feministas anti-pornografia de nova york, que o define como “o processo pelo qual um grupo poderoso estabelece e mantém dominância sobre um grupo menos poderoso, o ensinando que o grupo subordinado é menos que humano, ou como um objeto. Isso previne o grupo poderoso de identificar-se ou simpatizar com o grupo menos poderoso“. Há duas insistências que pedem mais explicações: que quem participa do lingerieday está obedecendo, a mando de quem teve a ideia de fazer o lingerieday, e que ser “objetificada” não é algo ruim. Eu não posso concordar com o primeiro, pelos motivos já expostos nos posts e comentários aqui e na aline; e o segundo, além de indicar que ainda não situamos esse conceito, deixa sem resposta a pergunta que eu já tinha posto antes: se ser “objeto” é algo não necessariamente ruim, então qual é mesmo o problema com o lingerieday? se é algo dinâmico, como fixá-lo em um evento que o desencadearia automaticamente?
eu tou achando bom ver as pessoas se posicionando, ainda que incoerentemente, porque fica mais fácil eleger nossos interlocutores, pelo menos ali onde nós podemos fazê-lo. E enquanto isso, no twitter, o lingerieday foi divertidíssimo; o clima era piadista e confraternal, e eu fui dormir leve, com as bochechas doendo de tanto rir. um beijo a todos que participaram, com seus avatares ou com comentários.

Eu não fiz questão de comentar no outro post porque estava envolta com a minha própria caixa de comentários, no total recebi quase 180 comentários e sou autora de cerca metade deles. Acompanhei o seu blog, outros blogs que imediatamente se posicionaram e todos os comentários, e se a minha paciência fosse maior, talvez eu achasse mais alguns adjetivos a nosso respeito, além desses que foram transcritos aqui. Alguns blogueiros afirmaram que eu concordei com as ofensas à Ana Carolina (a @anarina), e/ou fui omissa ou apoiadora do Machismo no mundo. Bem, se for assim, eu acho que eles são omissos, coniventes e/ou compactuantes com todas essas ofensas odiosas e absurdas que nos foram dirigidas.
Pra mim o compto geral do #lingerieday é praticamente o mesmo, e agora eu sei que ele não passaria de uma brincadeira insignificante se não tivesse havido essa grande discussão. Eu não esqueci, e não vou esquecer nunca, quem disse o que, e a falta de reconhecimento da ofesa e sobretudo a falta de pedido de desculpas creio ser o mais grave mesmo. Discordância não costuma ser um problema para mim, primeiro porque meus pais tiveram a delicadeza de me ensinar isso, segundo porque a vida acadêmica e a minha profissão (professora) me ensinaram a ser mais flexível e aberta (embora haja professores que se enchem de orgulho e arrogância).
Confesso que fiquei surpresa com o que vc contou da sua mãe, da concepção de proteção dela, porque comigo foi o contrário. Minha mãe me estimulava a me vestir de maneira mais jovial, mais leve, as vezes até mais ousada, porque eu, adolescente gordinha, morria de vergonha do meu corpo. Do que os outros iam falar, de como iriam me olhar. Vestia-me com as calças dela, grandes pra mim, com camisetões. O engraçado é que meus pais morrem de medo de estupro, é o pavor deles, mas nunca, nunca, nunca eles recriminaram ou desincentivaram uma roupa mais feminina ou sensual minha ou da minha irmã. E eu fico feliz em perceber que vc, mesmo com essa orientação primeira, tenha conseguido se desvencilhar disso e não ver no olhar do outro, sobretudo o masculino, uma prisão. Que lucidez, a sua.
Agora que a poeira baixou, eu estou aliviada de poder ver melhor as pessoas e de ter redefinido meus interlocutores. É verdade que eu me afastei de algumas pessoas, mas outras se aproximaram e estas, ah, estas tem feito meus dias mais agradáveis, as conversas mais interessantes e inteligentes.
Assino embaixo do seu post, que eu li com tanto cuidado, e cujos valores e convicções eu partilho da maneira mais completa. Assino embaixo, também, do beijo ao pessoal que aderiu e entendeu o #lingerieday.
No mais, um beijo pro meu pai, pra minha mãe e um especialmente pra vc, querida. :***
é, eu também acho besta não terem reconhecido as ofensas e etc tal. mas também, olha, foda-se isso, eu tou feliz da vida aqui. enfim, concordo com vc.
ah, minha mãe, putz, um capítulo à parte. coitada. eu só fui começar a ser feliz na vida na adolescência, quando fui saindo do campo de influência dela e conhecendo outros ambientes, sabe. foda mesmo. mas eu não posso dizer que não tenha um modelo, ainda que seja do que *não* ser, hahaha.
beijo beijo, bifinha :*
Quanto mais leio você a aline, mais lógica que parece toda a questão. E claro, mais fã de vocês eu fico.
Fiquei muito chateada com o “debate” em uma comunidade no orkut. Xingaram a aline, eu fui defendê-la (sim, com o pé no peito, do mesmo jeito que a tal moderadora uso pra xingá-la) e pronto: descambou pra baixaria. Um show de falta de coerência (eu linkei aquele tweet do túlio dizendo pra vc que a objetificação “não era ruim” e cismaram que EU, euzinha, que tava dizendo aquilo) no qual, entre outras coisas, fui acusada de defender essa idéia aí que você disse, que a mulher que se insinua merece ser estuprada. Enfim, como chegaram a essa conclusão brilhante eu não sei, pois abandonei o recinto cedo, perdi minha paciência.
Aderi ao #lingerieday, mostrei meu sovaco e continuo a mesma. E quem me cerca continua achando isso também. Pros outros que não conheço e que mesmo assim me criticam, sinceramente: estou cagando baldes.
Beijos procê!
(ah, e a aline me passou suas indicações de livros. Merci)
eu nem tenho orkut, nem vi isso, nem quero ver. povo que eu não conheço e não quero conhecer, sabe? muita tosquice. pela baixaria que eu vi em blogs, só imagino o tamanho da baixaria no orkut, que costuma ser mais baixo nível, né. não vale a pena tentar discutir com todo o mundo, precisa de um chão comum mínimo, e essa história do lingerieday elevou os ânimos ao ponto de sobrar xingamento e faltar reflexão.
eu vi muita gente falando mal sem admitir o que com muito custo eu descobri: pra alguns, o principal problema do lingerieday é quem começou essa história de lingerieday. mas aí assume né? ou a sua definição de machismo é tudo o que parta daquele cara e eu detesto quem se relacionar com ele? francamente.
ai, os livros? que legaaal. depois, se vc fuçar em algum e tiver alguma impressão pra dividir, me manda email ou comenta ou etc me dizendo :)
beijão!
é curioso como o preconceito está escondido em pequenos hábitos, incrustado de maneira sutil em costumes seculares da humanidade, não?
quando penso na luta pelo reconhecimento dos LGBTs, me assusto com o quanto temos pra caminhar. olha só pro movimento feminista e pro movimento negro, que já são consagrados, respeitados e que têm suas defesas garantidas por leis e delegacias: o preconceito contra mulheres e negros apenas se escondeu, tornou-se uma hipocrisia, um silêncio social, que se disfarça de maneira cada vez mais requintada (e às vezes nem tanto) por todos os lados.
machismo, racismo e heteronormatividade são karmas dos quais não nos livraremos tão cedo. mas continuemos lutando, lu :)
cara, eu sou fã do homomento, adoro demais todos os posts. legal te ver por aqui.
é, é isso, ainda tem muito o que fazer, tem um caminho longo pela frente – mas é possível, é preciso saber que o pouco que podemos fazer faz diferença.
:*
“me dói viver num mundo onde essa figura do “tarado” já tem a princípio a vantagem: ele é livre, eu não; ele tem mais voz, mais visibilidade e mais legitimidade do que eu.”
Lu, lendo essa frase eu finalmente (após uns quatro anos, mais ou menos) entendi algo que meu irmão tentou me explicar e eu nunca entendi. muito, muito obrigada! :-)
(tu ia gostar do meu mano, acho que ele consegue ser mais libertário que tu, embora escreva infinitamente pior, heheeh. taí, acho que eu gosto de ti porque tu me lembra ele, e ele é uma das duas pessoas mais importantes da minha vida).
e eu continuo não acessando Twitter e não sabendo nada de #lingerieday (mas salvei tua foto aqui no meu computer para inspiração posterior, huahahahahaha!), deletei meus tumblrs, quase não visito nem comento blog nenhum, e mal e mal me comunicando com alguns via email. o maridão veio me perguntar ontem se é porque eu queria “relacionamentos reais, e não virtuais” (clichezinho básico de quem se afasta da internet), e eu disse “nah, na verdade não quero relacionamento nenhum, quero ser ogra em paz” ;-) mas a real é que eu não sei o que eu quero da internet por enquanto além da posição passiva; até eu saber o que eu quero (ou se quero), vou ficar nas sombras, mesmo.
mas o ebom tá sempre no meu Google Reader :-)
beijo, guria!
que pena, faz falta seus tumblr, você escreve tão gostoso de ler e seus últimos posts tavam sendo os mais deliciosos evah.
que legal seu irmão! é né, se a gente for pautar nossas vidas por esse viés, fodeu. se eu vou pensar no que visto, falo e faço em função dos machistas do mundo porque o mundo é machista, meu, que vida de merda essa. me inclua fora dessa, mesmo, rs.
beijão – e favor me avisar se/ quando você decidir voltar a blogar!
A parte melhor disso tudo foi conhecê-las, não dá pra negar. Sempre soube da existência de gente chata, mas ainda me surpreendo positivamente ao descobrir gente legal. E sou grato por essa descoberta.
Há algum tempo, passei por algo parecido, em circunstâncias não tão diferentes. Essa coisa de fazer parte de um grupo, ainda que tendo opiniões relativamente diferentes, e lá pelas tantas emitir uma opinião divergente.
Vocês poderiam seguir o caminho fácil da vitimização ou meramente concordar. Mas, não. Seguiram adiante, bateram de frente. Colocar fotinho de lingerie no avatar é café pequeno perto da GUERRA que enfrentaram, enfrentam e enfrentarão. Para isso, sim, foi e é preciso muita coragem.
Eles falam em “bife”, mas fazem parte de uma manada de vacas de presépio. Ser “sujeito”, sob qualquer ponto de vista, é tomar decisões. Não importa os arrotos e vômitos teóricos que leio por aí: é impossível negar uma obviedade: você e a Aline são as duas principais pessoas que tomaram decisões e as embasaram.
Muitas outras, com maior ou menor acerto teórico (em geral, menor), única e tão-somente prosseguem na manada (mantendo a analogia bovina não iniciada por mim, vale lembrar).
Eis aí uma diferença entre sujeito e objeto.
hahaha. a analogia bovina já foi devidamente reapropriada, eu aqui em casa só chamo o maridão de “bifinho”. porque ele é pequeno, senão seria “bifão”.
obrigada por tudo mesmo, gravata. da minha parte, posso dizer que foi fundamental a companhia e o apoio da aline, senão eu nunca que ia ter botado a fotinha do lacinho no avatar – que eu sabia que ia desencadear críticas e uma discussão, mas nem imaginei que o nível ia descer desse tanto e que fosse ter esse linchamento nonsense todo. e, com tudo isso, no fim o saldo foi positivo, como vemos!
Obrigada publicamente, Gravata. E eu vou dar uma pitada de glamou na metáfora:
je suis un filet de boeuf
tu es un filet de boeuf
elle est un filet de boeuf (lui, il n’est jamais un filet de boeuf)
nous sommes un filet de boeuf
Não há nenhuma ofensa que não fiquei muito melhor em français :D
Abraços fortes nos dois.. mes copains filets mignons!!
hahahaaha
que poesia mais encantadora. agora eu só gosto de quem é, oquei!
:**************
Queria escrever algo de conteúdo mais to meio sem tempo e sem saco hoje, foda-se os que se incomodam com o vida alheia, ou que não respeitam a diversidade humana, aqueles que insistem em ditar um padrão de conduta politicamente correto… viva a liberdade e a possibilidade de sermos o que de fato queremos ser… Perde tempo com isso não, você é linda, sensual, simpática e inteligente, a única mulher tatuada que eu me casaria :D parabéns….
obrigada! que elogio bacana – mas só que eu não tenho tatuagem ;)
:*
Compartilhamos 98% de DNA com macacos. Esses 2% devem ser quase totalmente destinados ao vestuário. Sempre achei intrigante o homem poder mostrar os mamilos e as mulheres não.
é, a diferença entre homens e mulheres é tão mais cultural do que a gente tende a admitir! impressionante.
Nossa, no fim das contas tudo isso está me servindo como uma aula de teoria feminista, tanto em posts como o seu quanto naqueles que mostram outra visão sobre a história toda. Ler opiniões tão diferentes e, ao mesmo tempo, igualmente brilhantes é enriquecedor.
=)
Que belo texto.
No Brasil as pessoas ficam logo griladas quando uma coisa dessas acontece. Acho que é porque não querem ser identificadas com as mulheres-frutas, ou outro grupo qualquer que elas consideram vulgares, objetificados ou menos dignas de valor. Daí, todo mundo acha que quem mostra a bundinha em qualquer lugar tornou-se fútil, depreciada e puta por causa disso.
Gostaria muito de ter participado da brincadeira, mas a “descamerização” impediu-me de mostrar as rendas de minha lingerie. :) Contudo, fiquei feliz de ver a galera aderir à brincadeira e ri bastante. Que venham mais movimentos como esse.
Quanto às feminazis… bem, elas que me envergonham sendo mais machistas que muito homem. :(
Abçs.
foi engraçado, né? eu nunca vou me esquecer do caralhudo que botou uma foto bem reveladora da cueca dele e ficou brincando com a gente, hahaha. o vinny. foi muito engraçado, eu fiquei até onde aguentei acordada no skype, no msn, num chat online e no tuiter hahaaha. e acabei conhecendo com essa história toda uma galera bem bacana. e pra arrematar teve o mussumday, que também foi divertidíssimo!
beijo
Meu, a vida é sua, esse bando de gente chata vc tem q ignorar, não passam de umas porras frustradas, nem liga não, nem valem a pena
é, a gente tem que se ligar no que vale a pena nessa vida.
É incrível como a maioria das pessoas não sabem discordar. Isso na internet fica bem visível ( no orkut então…. ). As pessoas não sabem expor seu ponto de vista e discordar do outro sem partir para ofensas e baixarias em geral. Parecem que não sabem elaborar idéias. Triste.
Eu tenho preguiça dos debates internáticos, só me meto se é algo que me mexeu muito comigo. Preciso de uma indignação realmente séria, pois sei que a debate vai debandar para comentários limitados e cheios de xingamentos.
E continuo me espantando com a zum zum zum que deu isso de vocês colocarem uma simples foto usando lingerie no twitter. E pensar que estamos no século 21!!!!
Beijos :)
olha, eu também me espanto muito com isso. uma fotinha daquele tamanho, imagina. tem gente que parece que não sabe mesmo; quando a gente fala não responde, e aí fica falando da gente o que quiser lá no seu canto… é o tal negócio, eu tou bem e é isso que me importa!
beijinhos, marion!
Não vou escrever um novo post nos comentários, serei breve rs
Só acho que todos precisam entender que a coisa não funciona ‘mulherdá-homemcomesedábem’. Afinal, nós nos damos bem também não?
Eu sou uma mulher estranha, não sei dar mole, me sinto ridícula e agindo forçadamente. Quase sempre eu que chego em quem me interessa, e se eu der corda pra um cara pode crer ELE ME INTERESSA. Não estou dando corda porque sou fácil, estou dando corda porque quero. E também não estou dando corda porque me sinto obrigada ou oprimida, lógico. Se eu não quero, não rola querido!
Participei do #lingirieday, ri demais, zoei horrores (não levem a ferro e fogo tudo o que eu disse) me diverti o dia todo rs. Hoje estou começando a me irritar um pouco com alguns, mas logo desisitirão e darão unfollow (e não chorarei por isso…)
Embora alguns me deem parabéns pela coragem, eu acho que não mereço. Dou parabéns a vocês, que enfrentaram o furacão. Eu aliás, não recebi críticas até hoje.
Ainda não escrevi sobre o lingirieday no blog, escreverei, mas não sobre toda a filosofia e a confusão. Não tenho base (nem paciência e calma) pra tanto, deixo essa parte com as ‘mestres’, só colocarei os links rs
Parabéns pelo post, pelo blog e pela pessoa que você é.
Bjos!
obrigadíssima. eu sou que nem você, se tou a fim, xaveco, hahaha. na grande maioria das vezes em que fiquei com alguém, eu que tomei a iniciativa, também.
e, sabe, eu acho válido e entendo que exista mulheres que sempre “dão” quando transam, que cedem ao desejo que é sempre masculino, que não têm desejo senão talvez o de agradar, e acho importante entender e reconhecer o drama, as origens sociais e os desdobramentos disso. mas universalizá-lo, nunca. nem me venha querer ler a tudo e a todos por essa chave, porque ela não dá conta mesmo, sabe? o mundo é grande.
andei fuçando seu blog rapidamente e já vi que vou passar um tempinho por lá. um monte de post que tou querendo ler, rs. acho que a gente é parecida mesmo (eu também sinto que sou… “de marte”, hahahah)
beijos!
o melhor do #lingerieday for conhecer gente bacana e inteligente como você. valeu horrores.
\o/
legal, eu também achei. meu tuíter tá tão mais interessante.
e caaaara, que lindas as suas fotos. tou lá no seu site, posso botar no meu tumblr, com o devido crédito e link, claro?
o endereço é http://ebompraquemgosta.tumblr.com/ , se não puder dá um toque que mesmo se eu já tiver posto eu tiro na hora. que belo trabalho, o seu.
abraços!
lu, tou correndo, mas depois volto pra escrever um comentário sobre o lingerieday! pena que já passou e eu não participei ohhhh :-] e sensacionais os seus dois textos. sou tua fã, ainda consigo autógrafo. um beijo!
oh, que fofa, muito obrigada, querida.
no ano que vem estamos aí, a gente faz de novo!
:***
Ninguem entendeu a piada da tatuagem… aff… mais tudo bem, vc é linda mesmo assim… bjs…
ih, o pior é que nem agora que você falou que é piada eu não entendi ainda, desculpa, é foda ser objeto nesse mundo!
é por causa do bife? rs
beijo, obrigada :*
Querida Lu.
Não vou nem falar muito dos seus últimos textos (este e o anterior) pra não cair em redundâncias em relação a quanto ele merece todos o meus elogios. No mínimo, brilhante.
Nem – por enquanto – da foto, porque aí é sacanagem…rsrs Sem comentários.
Quero por enquanto falar sobre como me atinge essa questão do feminismo, dentro da minha vivência particular como homem. E minha vivência, como também minha visão sobre a questão, está impregnada de complexidades, paradoxos, contradições, ambiguidades.
Explico.
Tem um lado meu que é feminista no último. Sou apaixonado pelas mulheres, e tenho por elas uma admiração e um respeito profundos, pela sua complexidade, sua sinuosidade, sua beleza, seu mistério, sua força enfim. É-me terificante saber que há homens que, por boçalidade, ruindade, instinto de destruição, dentre outras coisas, ousam exercer um poder nefasto sobre uma mulher, subjugando-a, violando-a, humilhando-a, e muitas vezes – nunca é demais lembrar disso– com a legitimação, legal ou não, da sociedade, especialmente nas relações domésticas. Ou homens que mundo afora no tráfico de mulheres e no comércio do sexo, por exemplo, usam o corpo das mulheres, levando-as à degradação física, mental e espiritual. Um horror. Sem contar, é claro, os diversos, sorrateiros, subrreptícios atos, idéias, discursos no cotidiano repletos de machismos, sexismos, feminismos reacionários mais ou menos sutis e revoltantes, os quais você no seu blog expõe com muita propriedade e perpicácia.
Mas tem outro lado meu, humano, masculino (machista?) que poderia ser interpretado como algo altamente desaprovável, pelo menos dentro de uma perspectiva moralista, ou na visão de algumas figuras que comentaram aqui, como a Andréia Freire: adoro ver mulher bonita, gostosa, se possível nua. E olho com olhar de macho, mesmo: olhar de homem tarado, ou de um nerd punheteiro. Nessa hora, como quando estou vendo fotos ou filmes pornográficos e eróticos, não me passa pela cabeça se a mulher é ou não inteligente, se está ou não adorando estar ali, exposta ao meu olhar de cachorro faminto vendo, digamos, um suculento bife rsrs. E meu gosto é o mais ordinário possível: gosto de ver mulher bonita, linda, gostosa, dentro dos padrões convencionais mesmo, ainda que não precise ser nenhuma garota-playboy: a beleza natural de mulheres (quase) normais. E veja bem: já me relacionei com mulheres fora do padrão, não tão bonitas, gordas, etc. Eu falo aqui de, digamos, apreciação do corpo feminino – procuro separar bem as coisas. (E deixo claro também que ao ver uma mulher na rua, por exemplo, por mais interessante (gostosa!) que ela seja, procuro ser o mais discreto possível, nunca as abordo, mesmo com o olhar, de forma acintosa. Por favor.)
Aí, dentro desse contexto pessoal, vivo um doce dilema: se por um lado adooooro ver e apreciar um belo corpo feminino, a sensualidade e a feminilidade dos “mais belos animais da terrra”, como por exemplo, a beleza única das ninfetas, por outro lado amo as mulheres inteligentes, articuladas, ativas, bem resolvidas. E nós sabemos que essas qualidades em uma só figura é beeeem difícil encontrar, seja em homens quanto em mulheres. Ou seja: eu queria uma Lu na minha vida!! rrsrs
A Lu – você, mas vou colocar na terceira pessoa, pra não te comprometer… rs – seria talvez a sintese barroca tortuosa e quase perfeita para o meu feminismo esquizofrênico. A mulher independente, aticulada, culta, feminista(?) cuja visão não me encheria de culpa ao desejá-la, porque ela está lá, plena, senhora de si, um luuuuusho hahahaha.
Mas aí, doutora Lu, meu feminismo cínico – ou meu machismo enrustido – tem cura?
Beijos
que comentário fofo, que sensível! hahahaha, olha que eu sou cara de pau, mas fiquei toda rindozinho sem jeito aqui. que encantador. fui lendo com atenção imaginando aonde você iria chegar, e tchum, chegou aí hahaaha. que graça.
eu também vejo as mulheres desse jeito: adoro ver mulher gostosa de pouca roupa. é lindo, dá prazer. e não acho que por ela ser uma gostosa de pouca roupa e por eu a estar apreciando assim, isso signifique que ela não seja inteligente ou que não possa ser admirada por outros dotes além do físico… e exatamente o mesmo com homens. adoro babar num corpão, e essa babação não implica que esse corpão não tenha uma pessoa interessante cuja inteligência, e/ou quaisquer outras habilidades que o(a) fulano(a) tenha, eu não possa apreciar também. então não precisa ter culpa em desejar, rs.
enfim, haha, esse xavequinho foi um dos mais legais do mundo.
por mim você tá super saudável, rs
beijos
Quem as acusa de terem se tornado objetos nem feministas são, mas simplesmente conservadoristas. E, no seu conservadorismo, patriarcais. Feministas – ou quiçá femistas – conservadoristas, sexistas e patriarcais.
Enquanto a intenção (ou a ação) for de dividir ao invés de aproximar, irá, inerentemente, existir o sexismo.
E, hm. Bem elaborado o xaveco do cara aí, de fato. Mas com ele notei que eu já acho o contário. Também gosto de belas mulheres, mas não disassocio em momento algum a sexualidade do resto da personalidade, nem do intelecto, do espírito ou sei lá mais o quê.
Me espanto é quando conheço uma mulher interessante, porém não tão desenvolta sexualmente. Fica parecendo que falta uma peça do quebra cabeça que logicamente estaria lá, mas não está – ou não se revela.
nossa, idem, aqui. eu sempre acho um mistério essas pessoas que parecem super bacanas e desenvoltas e chega na hora de trepar, fica querendo provar algo (mais no caso de um homem) ou com um nhenhenhém pra fazer qualquer coisa. acho surpreendente mesmo.
Outro ótimo post. Subscrevo o que o Bressane disse aí em cima: a coisa mais legal do evento foi conhecer pessoas como você e Aline e os blogues das duas.
Quanto aos insultos e às tentativas de linchamento, nada de novo no front, infelizmente; tô bem acostumado a testemunhar isso (e até a ser alvo, uma vez ou outra), graças aos sete longos anos da minha “vida anterior” como blogueiro. Agressão, adesão a “teorias da conspiração” estúpidas, vontade de suprimir o outro, as ideias do outro, talvez o corpo do outro -tudo isso é tão mais fácil, né? Requer tão menos neurônios do que discordar com argumentos ou rever posições. Você escolheu o “caminho difícil” e só merece elogios por isso.
(Ah, acho que foi aqui que li o comentário da Ladyrasta explicando por que não participaria, óbvio direito dela, mas reconhecendo a escolha de vocês. Elegante e no ponto.)
Um beijo, moça.
pois é, invés de conversar e mostrar os argumentos e as razões pelas quais se está certo, é mais fácil ficar xingando e mandando indiretinhas no twitter. bem pobrinho, mas acho que isso desmoraliza bastante; quem olhar, vê. tentar conversar não seria o caminho difícil se você tiver achando que as pessoas com quem você conversa têm argumentos e vão conversar, né. mas é sempre bom ter mais ferramentas pra escolher os interlocutores ;)
beijos, obrigada
Bem, continuo na boa com todos os endereços, assim como com as pessoas linkadas nesses tais desentendimentos…
Adoro demais lê-las!
Você, a Line, a Marjorie, a Lola, a Cynthia, entre outras. Todas!
Claro, possuem perspectivas e idéias beeem diferentes para uma mesma causa, porém, defendem ferronhamente aquilo que realmente acreditam. Palmas para todas!
Eu sou mais ou menos a Suiça, mas não tão ao pé da letra, porque também me manifesto. Mas tô naquela posição mambembe entre o cá e o lá.
Me identifico com as idéias de ambos os lados, embora penda mais pro lado de cá. (alguns pontos de vista fazem com que tenha essa posição)
Mas enfim, achei bacaníssima e essencialmente rico esse debate todo.
Incrível o poder da net. Nem em 25 encontros de bares com amigos, sairia o que saiu aqui em 3, 4, 5 dias…
Muito bom meeeesmo!
Beijossss pra vc.
=****
é, está em jogo jeitos bem diferentes de ver a questão; incompatíveis, mesmo. tanto que desde antes do lingerieday, quem por um motivo ou outro tentou conciliá-las eu só vi cair em incongruências – tanto na questão da sexualidade quanto em questões de gênero. mas enfim, que bom que você curtiu! :*
Jon, não use meu nome pra pressumir o que eu penso ou deixo de pensar. Você não tem esse domínio de adivinhar o que penso. De onde você tirou essa sua idéia? Primeiro, não sou moralista (aliás, se tem coisa que detesto é moralismo, especialmente por ele, na maioria das vezes, estar ligado ao machismo e a repressão da sexualidade feminina, quase nunca a da sexualidade masculina, que é sempre liberada). Segundo, não acho o fato de um homem se excitar ao olhar uma mulher que ele considere bonita, gostosa, como um ato desaprovável. E, inclusive, não tem nada de machista nisso. Também queria entender porque você me chama de “figura”, em um sentido de “pessoa que não fala coisa com coisa”, “pessoa engraçada no sentido de patética”. Não falei nada aqui que não tivesse coerência. Estabeleci um diálogo com a Lu e em momento algum fui moralista ou deixei de respeitar a opinião dela. Não sei de onde você se sentiu no direito de usar meu nome pra pintar uma opinião que eu não tenho. Muito feio isso, meu caro, seja mais cuidadoso ao usar o nome dos outros, tremenda falta de respeito a sua. Você pegou um péssimo exemplo de visão moralista ao usar o meu nome. Com certeza você interpretou alguma frase minha muito mal. Ficadica.
Quanto aos meus comentários do post anterior. Vou esclarecer uma coisa (acho que você se refere ao comentário que eu falei sobre o “gordas e/ou feias não coloquem fotos suas”, certo?), o que eu acho machista é o padrão de beleza estabelecido pela sociedade e essa coisa de julgar as mulheres o tempo inteiro pela aparência. O tratamento dado aos homens é bem diferente, ele não é tratado como se sua aparência fosse sua qualidade mais valiosa. Ele é primeiramente respeitado por suas idéias, mesmo que seja feio. Ninguém vai tentar desqualificá-lo por sua aparência. Já uma mulher, que por algum motivo tenha uma opinião divergente, que desagrade, é logo desqualificada por: “feia, gorda e mal-comida”. Machista é essa idéia de que mulheres tem que fazer mil sacrifícios para ficarem bonitas, “aceitáveis”, enquanto os homens não tem essa “obrigação”. Machismo é um cara ter a pretensão de ditar quem pode ou não participar do lingerieday. Machista é essa idéia de que as mulheres devem ser assim ou assado apenas com a finalidade de agradar os homens. Machista é alguém dizer que uma mulher gorda ou mais velha não pode expor o corpo, apenas porque não é do seu agrado, como se aquela pessoa tivesse o dever de se vestir e se portar como ele quer. Você achar uma mulher gostosa e se excitar com isso não é machismo, é algo muito diferente, é sua sexualidade.
Adendo pré-crítica: essas ideias (esqueci de tirar o acento nos outros comments) são vistas todo dia por aí, não são regra, nem representam uma unanimidade, mas fazem parte do machismo. Também sei que o mundo não se encerra nesse maniqueísmo machismo/vilão – mulheres oprimidas/vítimas (inclusive detesto esse tipo de visão limitada).
Lu, longe de mim fazer briguinha na sua caixa de comentários, minha intenção não é essa. A intenção é o diálogo. Mas não posso ficar calada quando alguém cita o meu nome pra dizer o modo como eu penso (ainda mais com escárnio), sendo que isso não é, de fato, a minha opinião. Oo
Desculpa aí.
;*
magina, você tem toda, toda a razão. foi tanto comentário e tanta gente naquela caixa de comentários anterior que pouca gente ia lembrar ou voltar lá e procurar. eu não te achei moralista não, e acho que meu papo com você lá foi uma das conversas mais legais mesmo sobre o lingerieday.
você é sempre bemvinda aqui, e te dou toda a razão. até acho que eu devia ter comentado isso com ele na minha resposta, mas achei tão bonitinho o comentário dele, só foi infeliz na escolha do nome pra ilustrar um ponto que rolou bastante mesmo nessa discussão do lingerieday. ainda bem que você veio e esclareceu.
beijos
Tanto você quanto a aline perceberam bem as manifestações machistas contra o #lingerieday porque estão acostumadas a pensar sobre isso. Quem adota uma visão mais limitada do feminismo incorreu no mesmo preconceito que condena, como o Túlio e a Cynthia. E quem não pensa nesses assuntos, defendeu a ideia com argumentos tacanhos, como o Gravataí e o izzynobre (este muito além das chinelas), ou partiu para o ataque com ofensas, como inúmeros anônimos.
Assim, não entendo por que o assunto está sendo tratado como se houvesse um grupo uniforme a favor e outro contra, e não gosto de gente pegando carona na inteligência alheia, ou tendo de responder pela burrice dos outros, quando é evidente a dissonância de concepções.
Pessoalmente, não acho graça em brincadeiras com panelinhas. Mas gostei das fotos.
obrigada. apareceu incoerências, coisa que a gente já tinha visto antes em blogueiros que se declaram feministas. e acho um saco isso de ficarem separando em grupos uniformes; vi tanto me colocarem no mesmo saco de blogueiras com quem eu nunca havia concordado – agora acho que, pelo menos, isso não acontece mais, hehehe. ou espero, porque nunca se sabe, com essa mania de catalogar tudo nas categorias já prontas que o povo tem…
A reação da blogsfera feminista foi ofensiva e inesculpável. Eu tentei comentar em dois blogs que te criticavam, mas acho que não pensei pelo filtro de spam. Enfim o mais irritante de tudo é a omissão quanto a isso. Eu falei sobre omissão quanto ao machismo e tapinha nas costas dos envolvidos antes, porém não havia visto todo o contexto. E o que vejo agora é omissão de muitos blogs quanto a ofesa e tapinha nas costas de blogueir@s que não querem perder certa unidade. Eu queria que este fato tivesse sido melhor discutido do outro lado da “cerca”, mas meus comentários não passaram e eu acabei perdendo o timing da coisa. No entanto gostaria de deixar frisado aqui que um debate não pode ocorrer se um dos lados parte do pressuposto que o outro age de má fé.
Só uma coisa, quando você diz “que somos como os racistas que riem de piadas degradantes para negros” não passa por sua mente aquilo que eu disse sobre a camisa 100% branco né? Porque eu falava de outra coisa. Não que as coisas tenham que girar em torno de mim, mas sei lá…
Abraço.
não, teve um post de blogueira que nos colocou nessa posição, não tive a impressão que você tivesse feito isso pelo seu comentário; estava pensando no post mesmo.
enfim, que não teve conversa, ficou claro. alguns preferem falar merda do outro pelas costas ao invés de conversar e apresentar os argumentos; aí perde a razão. quem sabe o que diz argumenta ao invés de ficar apelando…
um beijo :*
Blogueiros(as) vamos participar dessa causa nobre. É simples, é rápido.
http://lascividade.wordpress.com/2009/07/31/social-vibe-ajude-e-rapido-e-simples/
Ri demais com o Jon, o libertino!
Uma sinceridade ardente.
E depois tem outra – peloamordedarwin- não são somente os homens que olham para as partes dos corpos de maneira desmembrada de um todo. Eu mesma já fiz isso, e não comprometeu nadica-de-nada nenhum dos meus princípios, idéias ou julgamentos.
(por isso que pendo mais pra cá! hahahaha)
Beijosss
=***
pois é, a gente faz isso, mas acho que talvez justamente pelo fato de o mundo ser assim machista ainda, a gente pode fazer sem culpa e sem medo de ser feliz, rs. vai ver sendo homem os caras já têm que ter um pé atrás, sei lá… rs
beijos!
Bem, obrigado, Vanessa.
Pois então: procurei ser o mais sincero possível, com minhas contradições e tudo.
Quer dizer que as mulheres tambem tendem a ver os homens “des-membrados”? Mas e aí, como fica, se falta a melhor parte deles? hahahahaha
E não esqueça: se pender pra cá, a gente a apara com o maior prazer, né Lu? hehehe
Beijos.
=D
Lu e Aline, só acompanhei a discussão pelos posts de vocês e de alguns que as criticaram. Do que senti falta: a presença dos críticos nas caixas de comentários de vocês. O que mais me desagradou (mas não me surpreendeu): a agressividade contra as duas.
Do pouco tempo que acompanho os blogs das duas percebo que ambas construíram uma imagem de destaque na blogosfera em relação ao feminismo, ao erotismo, à normatividade e a tantos outros temas. Essa imagem foi conquistada com argumentos consistentes, ponderações (e provocações) criativas, além de posições firmes, que por sua vez criaram expectativas quanto ao tipo de comportamento que ambas assumiriam frente àqueles temas. E quando surgiu o lingerieday e vcs fugiram do script imaginado em relação às duas, choveram críticas iradas, um clima de “traição” ao movimento, como quem diz “esperava isso de qualquer um, menos de vocês!”. Creio que parte da agressividade com que foram tratadas associa-se ao lugar alcançado pelos blogs de vcs.
Ok, vá lá que o que eu acabei de dizer explique um pouco as coisas. Mas se isso corresponde aos fatos, só posso acrescentar uma frase mais do que clichê: “explica, mas não justifica”. Sem falar que não me recordo de ter lido qualquer tipo de agressão da parte de qualquer uma das duas, nem mesmo no calor das discussões sobre o lingerieday, onde receberam tantos adjetivos desagradáveis, para dizer o mínimo.
Se tem uma coisa de sobra na blogosfera é o debate na base da agressão pessoal, onde as ideias ficam largadas no canto. É por isso que sempre visito o “Jusqu’ici tout va bien” e venho ao “é bom pra quem gosta”. Na casa virtual de vocês ocorre justamente o oposto.
Bjs e até mais, pois agora vou ao Jusqu’ici dizer a mesma coisa.
ah, obrigada. isso foi chato mesmo.
eu discordo que saímos do script ao participarmos do lingerieday; acho que pra pensar assim só quem não conhecia o blog, só sabia que era um blog feminista – o que nem era mesmo como esse blog era mais conhecido, o É Bom participou no best blogs brasil como um blog de sexo – e tinha uma ideia parcial, particular e enviesada do que fosse feminismo, completamente incompatível com o feminismo que sempre foi defendido aqui. permaneço coerente com cada linha, cada palavra posta aqui – e isso parece que não é coisa lá muito comum em blogs, já vi muitos se contradizendo, inclusive com comentários que apontaram as contradições sendo ignorados. parece que o povo não quer conversar, mas sobre isso eu já escrevi o suficiente na última caixa de comentários da aline, rs. obrigada mesmo pelo comentário e solidariedade. é bom ter bons interlocutores, rs.
:***
Lu, obrigada. ;]
Ricardo, é isso que faz a discussão não ir adiante, sempre a coisa cai numa troca de ofensas pessoais. Se na blogosfera é assim, imagine no Orkut. Desisti de participar de qualquer discussão mais séria no Orkut e quem nunca fez, aconselho nem tentar. São pouquíssimas as comunidades que são, de fato, moderadas… aí vira um oba-oba e não se tem discussão, só hostilidade, as idéias ficam realmente de lado. Mas acredito que na blogosfera o nível do debate é maior, dá pra achar muitos blogs como o É Bom Pra Quem Gosta onde não tem essas briguinhas.
Uma vez discordei de um discurso machista no orkut e o que cara começou a viajar, dizendo que meu namorado me sustentava (???), que eu me aproveitava dele (hahahahaha) e outras maluquices (e olha que o assunto nada tinha a ver com dinheiro, viu). Esse tipo de gente não tá aberta à discussão, já vai com a mente fechada para as outras ideias. Tanto que o estereótipo já estava na cabeça dele muito antes deu comentar, já que é completamente inverídico. Ele foi no meu perfil, viu que eu tenho namorado e tirou suas conclusões. Deve ter visto que eu moro em Fortaleza e vomitou outros clichês quanto a isso também, mas enfim. Olha só, ao invés de discutir comigo as ideias que eu coloquei, ele foi no meu perfil procurar algo que ele pudesse usar como ofensa. Não sei se eu sinto pena ou desprezo. Oo
Pois é, Andréia, por mais que eu entenda a dificuldade de muitos quando alguém contesta suas ideias, desanima ver como é comum esse tipo de reações que vc descreveu. Ao mesmo tempo, um estilo de argumentação diogomainardiana/reinaldoazevediana (cheia de ad hominem, coalhada de preconceitos) parece que faz sucesso. Humor (até negro, dependendo da hora), ironia, tiradas ferinas, tudo isso vale. Mas dependendo da dose, a receita desanda, e a discussão perde totalmente a graça.
andréia, eu acho pena e desprezo sentimentos super compatíveis, hahahaah. bom, azar, entra por um ouvido e sai pelo outro.
ricardo, concordo com você. e eu acho perdoável algumas das ofensas se elas tivessem sido explicadas, e usadas com justificativas e argumentação, sabe? mas ficou só nisso, mesmo.
:* nos 2 :)
Lu, li quase todos os posts da discussão, os seus, o da Cynthia, da Ana Carolina, da torcida do curintia etc. É uma questão bem complicada e interessante, e acho que tendo a concordar com você. Como comentou o andre lopes, “quem adota uma visão mais limitada do feminismo incorreu no mesmo preconceito que condena”.
Mas diz aí, pra complementar o debate, o que você pensa sobre seguinte comentário do @morroida (criador do #lingerieday):
“Para o #lingerieday, se vc for FEIA E/OU GORDA, favor use foto fake. Ninguém quer ver vc de lingerie.”
(http://twitter.com/morroida/status/2781954909)
?
oi laura,
eu falei sobre isso na caixa de comentários do post anterior: uma vez criado o LD, ele se afasta das intenções originais que quem o criou tinha, e do momento da sua criação. é outra coisa. o morroida não tem controle nenhum sobre o LD, sobre quem vai participar, como, de que jeito, com que foto, e o que vai fazer disso. fale ele o que for. claro que se você é amiga dele, ou filha, ou irmã, ou namorada etc, vai ter que lidar com isso, porque é alguém próximo seu e a fala assume uma outra dimensão; mas é só um twit no meio de tantos. pode reviver traumas (traumas que não têm seu âmbito nem sua origem no morroida e seu twitter), pode simplesmente entrar por um ouvido e sair pelo outro; isso vai depender, pra usar a tal palavra que algumas pessoas gostam tanto, do contexto de cada um(a) – afinal não somos robôs programados que agimos uniformemente dada a situação. essa mensagem desse twit não é nova, não é invenção dele e nem se encerra nele; é algo com o quê todos lidamos, de um jeito ou de outro.
acredito até que as reações ao LD mostrou como cada um já tem mais ou menos elaboradas suas reações a isso.
Cara Andréia Freire
Antes de tudo gostaria sinceramente de me desculpar se citei seu nome levianamente, causando um certo mal estar. Nunca na história deste país tive esta intenção. Vou tentar explicar e tentar tirar o mal entendido.
Admito que citei você um tanto aleatoriamente (mas jamais com escárnio) como exemplo das pessoas que se manifestaram contrárias à campanha do lingerieday por considerar o discurso e a postura dos organizadores machista, como deixa claro nesse trecho de um coment seu:
“Não acho que toda manifestação erótica vindo de uma mulher a torne objeto, mas nesse caso específico e considerando o contexto a campanha é machista na sua concepção. (…)Sabe, tem outros meios de manifestar erotismo sem participar de uma campanha criada por pessoas sabidamente machistas.”
O que eu quis colocar é que, dentro desse raciocínio, por apreciar e me deliciar com tal “campanha machista”, querendo ver mulher linda e gostosa se exibindo, fatalmente eu seria também machista, o que seria portanto reprovável
Esse trecho citado ajuda a tirar outro mal entendido: em nenhum momento a “xinguei” de moralista – que neste contexto tal termo pode parecer quase tão ofensivo quanto machista. Atente para o uso das orações alternativas “(…)OU moralista, OU na visão de algumas figuras que comentaram aqui, como a Andréia Freire(…)”; nesse caso vc se enquadraria, no meu exemplo, às pessoas que consideram o lingerieday machista, e não do das pessoas moralistas.
E quanto ao termo “figuras”, ao você interpretar de maneira pejorativa a palavra, neste caso, cai no mesmo equívoco que você alega que cometi: o de colocar, digamos, palavras na minha boca, levianamente. Nem por um momento quis usar essa palavra pejorativamente, no sentido que você deu aí, “de pessoa que fala coisa com coisa”. Poderia lhe retrucar com suas próprias palavras: “Você não tem esse domínio de adivinhar o que penso. De onde você tirou essa sua idéia?” Mas aí eu seria muito descortês, e não levaria em conta as tão caras lições sobre a interpretação dos discursos. rsrs
Mais uma vez, peço desculpas se lhe ofendi ou se lhe fui injusto. Desculpas sinceras e humildes, mesmo.
Abraços corteses.
E Lu: para não dizer que não falei das flores, obrigado pelo espaço condido aqui para nos manifestarmos.
E, para dar exemplo da mulher-sintese, nunca objeto, que tu és, parafraseio Caê: “sei que tu é gênia, gata, etc….” hahaha
Beijos.
rs. sempre gentil, você.
o espaço aqui tá sempre aberto – inclusive pra uns estrupícios, quanto mais pra você!
beijos.
O grande problema, minha cara, é que as próprias mulheres não aceitam mulheres inteligentes falando de sexo, ou o que quer que seja relacionado a isso, com desenvoltura e sem preconceitos. Pra essas baluartes da moralidade, sexo e ou pornografia são assuntos masculinos ou de mulheres menos inteligentes ou informadas. Quando enfrentam alguém que tem argumentos, partem pra adjetivação rasteira e barata – agressão pura e simples, ante argumentos irrefutáveis. O mais incrível é que os homens propriamente ditos – pelo menos os inteligentes, creio eu – não têm esse mesmo preconceito que as mulheres têm com elas mesmas. Enfim: é como ser ateu (meu caso): as pessoas nunca admitem que você pode pensar diferente delas. O mais comum é eu ouvir: “ah, na verdade você pensa que é ateu, mas não é”. Bem, misturei alhos com bugalhos, mas é mais um exemplo da imbecilidade reinante.
é, invés de discutir e argumentar partem pra xingamentos rasteiros que sequer justificam. e teve gente me xingando noutros blogs e comentando bem aqui, hahaha. vai entender. o que teve de gente se contradizendo com essa história, olha, não tá escrito. agora tou é achando tudo muito engraçado!
Lu, faz tempo que não visito blog algum porque meu acesso à internet é escasso e minha vida está um caos, para variar um pouco. Gostaria de saber o que afinal de contas foi esse Lingerie Day? Apenas venda de lingerie a preços convidativos e as mulheres anônimas posando com suas lingeries? Por favor, alguém explique, “cacilda becker”! No Google não tem nada, só vocês papeando, discutindo, conjecturando a respeito. Se foi algo tão simplório por que causou tanto bafafá? Bem, mas essa pergunta é até meio ingênua vindo de quem já participou outroooora de bafafás na web quando eu tinha meu computer. ;-)) Nem sinto falta. Quero saber é onde posso comprar as tais lingeries. ;-)) Das habituais análises feministas sobre sexualidade, erotismo eu fujo, mas aqui me sinto bem. Um beijo e um queijo!
Ops, o nome do blog de referência saiu errado. Nem pretendo abri-lo; é só para deixar uma continha registrada.
Esqueci de comentar: eu já esperava aquela censura do Blogger. Mas quem precisa deles?
Acabei de saber que o tal idealizador do “lingerie day’ falou: “gordas e feias não participem’. É uma questão de estética mesmo; estética machista e já é de se esperar porque vivemos a “era da imagem, linguagem publicitária no café-da-manhã, almoço e jantar,na rua, na fazenda e em todo lugar”. E olha que eu tenho facilidade para perder peso, (o contrário da maioria!), mas acho que o tal “lingerie day” de repente ganharia mais sem determinar isso. Por outro lado, cairia no humor negro e aí as feministas criticariam de qualquer maneira dizendo que as gordinhas viraram “objeto de chacota”. Não sei mais o que pensar. Apesar de ter pego o bonde andando foi o que percebi de forma mais superficial.
hahaha, não teve ninguém vendendo nada no lingerieday, era só um grupo de amigos que ironizaram essas campanhas “politizadas” do twitter, como se botar um #forasarney no trending topics fosse uma ação política esmagadora contra a corrupção e tal. era mesmo uma coisa bem pequena e despretenciosa, o que deu bafafá foi a grosseria e a falta de sensatez de algumas pessoas. A censura, afff, que saco; mudei e, na verdade, tou beeeeem melhor aqui no wordpress! o sistema de comentários nem se compara com o do blogspot.
Jon,
A melhor parte é aquela que estamos a ver! (No caso particular de vê-los de maneira ‘desmembrada”)
A única coisa que me dá pena, no seu caso, é que esteja – ainda- moldado aos tradicionais padrões de beleza. Porque, meu caro, você não sabe o que deixa pra trás ao vestir essa lentezinha Tetra-Pak.
Você- fatalmente- acaba se escravizando aos ditos moldes. A sua escolha fica submetida, e você como homem, também(porque também há padrões estéticos para você seguir)
Eu já vejo beleza em tudo. No excesso e na falta de gordura, na falta de sincronia física-corpórea. Acho tão belo um nariz levemente torto, um olho maior do que o outro. Também acho bonitinho os moçinhos-padrão, mas não mais do que os que citei.
Na verdade, até prefiro os considerados ‘mal-diagramados’.
=***
ah, não acho que dá pra dizer assim se deixa algo pra trás ou não… você certamente tem seus critérios também. cada um escolhe os seus critérios e faz o que puder com eles, né ;)
rs
Jon, ok, tá explicado. Sem ressentimentos. ;]
Mas só pra explicar: machismo pra mim não é você apreciar o corpo de uma mulher. Mulheres também apreciam os homens sem outro objetivo além de apreciar meramente o corpo. Da mesma forma que os homens até. Eu, pelo menos, quando vejo uns braços fortes, uns ombros largos, um peitoral definido, coxas bonitas, bumbum e talz, eu não paro pra pensar se o cara é inteligente, se tem outras qualidades, enfim, também existe essa apreciação por partes.
O problema é que o corpo feminino é constantemente explorado como uma espécie de “produto” e o masculino não. Não se vê o corpo masculino posto à venda, se vê é numa proporção ridicularmente menor. Não há esse apelo tão forte como há com o corpo feminino. Não se usa homem para vender produtos, não se usa homem dançando seminu pra atrair a audiência (Faustão, Caldeirão do Huck, Domingo Legal, Pânico e por aí vai), não se usa o corpo do homem pra vender revista, não tem concurso pra eleger o “muso do brasileirão”, não há nada disso, se há é algo isolado.
Por exemplo, nesse Domingo eu tava sem nada pra fazer à tarde… fui inventar de ver televisão. Tem um quadro bobo no Domingo Legal chamado Piscina Legal em que eles colocam um bando de “gostosas” pra atravessar uma piscina cheia de gosma pegajosa, sei lá o que é aquilo, pra ver quem consegue não afundar e tal, depois colocam umas quatro pra andar dentro da piscina, a última que afundar vence. Fiquei pensando: poxa, não tem homem não? Troquei de canal. Depois voltei, fiquei impressionada por que tinha lá uns três caras saradões (note também a diferença, tinha uma dúzia de mulheres lá). Sabe… é raro, é muito raro ter “gostosos” nesse tipo de coisa. Perceba até que o termo “gostosas” é muito comum, o termo “gostosos” já não é (até eu achei estranho usar o termo). Justamente porque o homem (no mundo do entretenimento e da publicidade) é considerado além do corpo, as mulheres não. Homens gostosos são raramente usados como entretenimento, já o uso de mulheres gostosas é incrivelmente banal.
É nesse contexto todo, é inserido nessa cultura que o LD é se torna algo machista. Do contrário seria realmente apenas uma brincadeira. O argumento “é uma brincadeira” não cola, porque brincadeiras e piadas também refletem a cultura. Nada disso tá no vácuo.
Portanto, não é a campanha em si que eu critico, mas o que ela reflete da nossa sociedade.
Nos primeiros comentários ignorei que o objetivo da campanha era fazer uma paródia desses “movimentos sérios” do twitter (forasarney, blablablá). Mas o fato da campanha tratar o corpo e sensualidade feminina como entretenimento diz muita coisa. E é por conta desse contexto todo que a participação de alguns homens (gatos-pingados) não deixar a coisa menos machista (ou sexista, o termo que quiser). Não é a mesma coisa, não dá pra fingir que é, please.
Lu,
O Mundo É Um Açougue, hahahaha, adorei. Porque apesar de não gostar da campanha, também não gostei de te abordarem como “bife”, blablablá. Foi ridículo isso, de fato. ;]
E vale dizer que eu entendo o ponto de vista de vocês e concordo, gosto dele, mas não posso me ater a ele e esquecer que o corpo feminino é exaustivamente explorado. Entende?
;*
hahaha, gostou?
eu também não esqueço nada disso, mas acho que essa exploração não é uma relação direta e simples, não é fixa num evento e não tem seu campo privilegiado especificamente etc etc… enfim, tudo isso eu já falei nos posts e nos comentários todos. rs, cansei desse trelelé já!
beijão :*
E dai que te chamaram de bife? Eu, um homem, hétero, particularmente acharia legal se me chamassem de bife. Ta analisando de mais e curtindo de menos. Ou talvez quem te chamou que esta.
bom, não me chamaram só de bife. chamaram de muitas outras coisas, algumas das quais eu botei no começo do post. e o tulio vianna mesmo explicou que um homem ser objeto não é ruim, só é ruim uma mulher ser um objeto. mas eles também disseram depois que ser objeto não é algo ruim, então, vai saber.
ah, eu vou analisando e curtindo também ;)
sei que estou atrasado, mas agora que vi que a Cynthia Semíramis, que escreveu no twitter que o homem que faz a campanha do #lingerieday > sujeito; mulher que participa > objeto e que diz que na campanha o homem manda e a mulher obedece, disse em seu blog que você caiu numa “armadilha maniqueísta” por achar que ser objeto fosse algo ruim e passivo. Santa coerência, Batman!
é, haha, essa filosofia que trabalha com “objetos agentes” eu ainda não conheço. eu até fui procurar no houaiss “maniqueísmo” pra ver se eu não tou ficando louca, e olha que legal o último item da definição: “2.1 reconhecimento de que a matéria é intrinsecamente má” rs. e tem o lance: se não é ruim ser “objetificada” e estar a mando, porque o lingerieday incomodou tanto?
falando em adjetivos “boomerang”, por assim dizer, eu adorei que o comentário machista que teve o aval da cynthia me chama de retardada e diz que eu uso “palavras difícieis”, hahaha.
alguns dos blogs feministas que se posicionaram contra o lingerieday não são mesmo muito consistentes. mas enfim, cada um sabe o que lê ;)
Parabéns!!
E que se foda o resto do mundo que na tem capacidade de assumir nada!
:)
\o/ :D
brigada :*
Well, quem quis participar, participou.
Eu acho no mínimo errado alguém se expor dessa maneira…
Mas se vc quis participar, participou e curtiu…ema ema ema né…
Acho todo esse auê no mínimo ridículo. Acabou ficando feio pra todo mundo…
mas ok né, vida que segue
eu não tenho problema nenhum.